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Economia

FGTS: projeto pode permitir uso do saldo para renegociação de dívidas

O governo estuda nova medida que pode beneficiar CLTs, MEIs, autônomos e donos de pequenos negócios

FGTS: projeto pode permitir uso do saldo para renegociação de dívidas

Sob orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a equipe econômica do Governo Federal trabalha na estruturação de um sistema de renegociação de débitos voltado especificamente para assalariados, autônomos, microempreendedores Individuais (MEIs) e donos de pequenos negócios. O projeto vai tentar diversificar as modalidades de empréstimos para que o cidadão endividado encontre condições mais adequadas ao seu perfil financeiro.

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O governo analisa o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como lastro ou recurso para essas novas linhas de crédito, conforme informações da Folha de S.Paulo.

Embora o Ministério do Trabalho e Emprego tenha reservas quanto à flexibilização do fundo, citando críticas a modelos como o saque-aniversário, o Ministério da Fazenda sinalizou que as conversas com o Conselho Gestor do FGTS estão avançando de forma positiva.

Atualmente, o trabalhador que enfrenta dificuldades financeiras tem seus débitos concentrados em três frentes principais:

  • Cartão de crédito;
  • Cheque especial;
  • Crédito Pessoal sem Garantia (CDC).

Medidas e recursos

O plano não busca apenas quitar dívidas, mas também proteger o patrimônio do trabalhador. Para acessar os benefícios, o cidadão poderá encontrar restrições que impeçam novos ciclos de endividamento, com atenção especial ao bloqueio do uso de crédito para apostas digitais.

O Fundo de Garantia de Operações (FGO) possui menos de R$ 1 bilhão em caixa, um montante insuficiente para garantir as operações de crédito em larga escala.

Com as limitações do orçamento público e das regras do arcabouço fiscal, uma das soluções em pauta é o uso de valores esquecidos em bancos, que somam mais de R$ 10,5 bilhões, para fortalecer as garantias oferecidas aos trabalhadores e empresas.

O desenho do programa já passou pelo crivo do presidente Lula e foi apresentado à bancada do PT na Câmara pelo ministro interino da Fazenda, Dario Durigan.

O objetivo central é converter a preocupação do governo com a inadimplência das famílias em uma ferramenta prática que ofereça descontos reais e reorganize a vida financeira de quem movimenta a economia básica do país.

Como funciona o FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é uma reserva criada para proteger o trabalhador demitido sem justa causa. O benefício funciona por meio de contas vinculadas ao contrato de trabalho, abastecidas mensalmente pelo empregador com depósitos equivalentes a 8% do salário.

O Brasilianista destaca que os valores pertencem ao trabalhador e podem ser sacados em situações previstas em lei, como demissão, aposentadoria, compra da casa própria e doenças graves.

Administrado pela Caixa Econômica Federal, o FGTS também tem função social, ao financiar projetos de habitação, saneamento e infraestrutura urbana. Têm direito ao fundo trabalhadores com carteira assinada, incluindo domésticos, rurais, temporários, intermitentes e avulsos, entre outros.

Os saques podem ser solicitados de forma digital, pelo aplicativo FGTS, ou presencialmente nas agências da Caixa. O saldo rende mensalmente com base na Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, além da distribuição de parte dos lucros do fundo aos trabalhadores elegíveis.

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