O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, afirmou nesta quarta-feira (15) que o banco não irá quebrar e tem o potencial de se tornar, cada vez mais, a empresa ícone de Brasília, além de confirmar uma estrutura mais sólida.
“Para quem acreditou que o BRB iria quebrar, afirmo que ele não vai. Está cada vez mais sólido e será a empresa ícone do povo de Brasília e região. Quando aceitei o cargo à frente do BRB, eu analisei as contas e as pessoas que estavam à frente do Banco. E são essas pessoas que vão nos ajudar”, afirmou durante seminário Lide, em Brasília. As informações são do Broadcast.
Souza alega que aprendeu a trabalhar observando a gestão do ex-prefeito de São Paulo João Dória e do ex-presidente Michel Temer — e deve replicar essas gestões na do BRB. Seu objetivo é tornar o banco forte e sólido novamente por meio da atenção na eficiência na gestão pública.
Apesar do momento desafiador, o presidente alega que a situação do BRB exige responsabilidade, transparência e decisões firmes.
“O caminho do BRB tem sido conduzido com responsabilidade e equilíbrio pelo governo do Distrito Federal … Somos um banco público com compromisso direto com o desenvolvimento econômico e social. O BRB tem um papel estratégico no apoio ao empreendedorismo, no financiamento de projetos, na inclusão financeira e no estímulo ao crescimento da economia local. E esse papel não será reduzido, ele será fortalecido.”
Crise do BRB
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que a crise de liquidez enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB) deverá ser solucionada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), sem a participação direta da União. Segundo Durigan, não há previsão de intervenção federal nem de socorro financeiro ao banco público distrital, como detalha o Valor Econômico.
O BRB entrou em crise após sofrer impactos das operações com o Banco Master, instituição envolvida em irregularidades. Parte dos recursos aplicados pelo BRB estava ligada a ativos sem lastro sólido, o que afetou a saúde financeira do banco.
Um dos principais obstáculos é a falta de clareza sobre o tamanho do prejuízo. O atraso na divulgação dos resultados está ligado a uma auditoria forense da operação “Compliance Zero”, que investiga transações com o Banco Master e seus efeitos nas contas da instituição.
A recuperação do BRB está diretamente ligada à sua capacidade de mitigar riscos associados às operações passadas e reorganizar sua estratégia financeira. A captação e a liquidez, conforme destaca o Brasilianista, pode ser essencial para sustentar a instituição no médio e longo prazo.
BRB recusou a mostrar balanço financeiro
A situação do Banco de Brasília (BRB) entrou em zona crítica após a instituição deixar de divulgar, pela segunda vez consecutiva, seu balanço trimestral. Segundo o Banco Central do Brasil, a estratégia, por ora, é evitar medidas extremas, como intervenção ou liquidação, antes de esgotar alternativas de reequilíbrio financeiro. Ainda assim, o risco segue no radar. As informações são do Estadão.
Na prática, o BC deve seguir o protocolo tradicional de supervisão bancária, o mesmo aplicado em casos recentes como o do Banco Master. Esse rito prevê etapas graduais de acompanhamento, mas não descarta ações mais duras caso a situação se agrave.
O tamanho exato do prejuízo do BRB ainda é desconhecido. De acordo com a Folha de S.Paulo, o banco justificou o atraso na divulgação dos resultados pela necessidade de concluir uma auditoria forense ligada à chamada operação “Compliance Zero”. A apuração envolve transações com o Banco Master e seus impactos nas contas da instituição.
Diante do cenário, o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, anunciou que pretende buscar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões via empréstimo com um sindicato de bancos. Paralelamente, o BRB já solicitou R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos.
No campo político, a crise pressiona o governo do Distrito Federal. A governadora Celina Leão avalia um plano de socorro que pode incluir apoio do governo federal, liderado por Lula. Segundo o Estadão, mudanças na equipe econômica local também estão em análise.
Uma assembleia de acionistas foi marcada para o dia 22, com o objetivo de aprovar um aumento de capital e tentar cobrir o rombo.

