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Economia

BRB corre atrás de capitalização em bancos privados enquanto aguarda empréstimo do FGC

Uma assembleia geral de acionistas concluiu que a instituição conseguirá arcar com os impasses causados pelo Master

Briefing: Crise no BRB, pacote econômico e energia pressionam agenda do governo

O Banco de Brasília (BRB) aprovou nesta quarta-feira (22) uma proposta para tentar aumentar seu capital em até R$ 8,8 bilhões. Ao mesmo tempo, a instituição aguarda a resposta do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) sobre um empréstimo para que sua capitalização seja possibilitada.

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O principal objetivo do empréstimo seria melhorar seus indicadores financeiros após os impactos causados pelo caso Master. As informações são da CNN Money.

O BRB solicitou um empréstimo ao FGC para a capitalização de R$ 6,6 bilhões, mas, além do fundo garantidor, o banco regional já busca o crédito em outras instituições financeiras privadas.

Ao confirmar operações fraudulentas com o Banco Master, uma auditoria independente contratada pelo BRB indicou que as operações com o banco de Daniel Vorcaro somaram cerca de R$ 21,9 bilhões.

Apurações da CNN mostram que, desse total, somente R$ 1,9 bilhão foi vendido ao mercado, enquanto os ativos restantes deve ser transferidos à Quadra Capital por R$ 15 bilhões. Isso permitiria liquidez imediata de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões ao BRB.

Nesse caso, fontes ouvidas pelo periódico consideram que o valor total de R$ 6,6 bilhões do empréstimo não seja mais necessário.

Uma assembleia geral de acionistas ainda aumentou o preço de emissão das novas ações, fixado em R$ 5,36, bem como subiu o capital social da companhia para R$ 2,88 bilhões.

Presidente do BRB afirma que banco não irá quebrar

Conforme mostrado pelo O Brasilianista, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, o banco não irá quebrar.

“Para quem acreditou que o BRB iria quebrar, afirmo que ele não vai. Está cada vez mais sólido e será a empresa ícone do povo de Brasília e região. Quando aceitei o cargo à frente do BRB, eu analisei as contas e as pessoas que estavam à frente do Banco. E são essas pessoas que vão nos ajudar”, afirmou durante seminário Lide, em Brasília.

Para ele, a situação do BRB exige responsabilidade, transparência e decisões firmes.

“O caminho do BRB tem sido conduzido com responsabilidade e equilíbrio pelo governo do Distrito Federal … Somos um banco público com compromisso direto com o desenvolvimento econômico e social. O BRB tem um papel estratégico no apoio ao empreendedorismo, no financiamento de projetos, na inclusão financeira e no estímulo ao crescimento da economia local. E esse papel não será reduzido, ele será fortalecido.”

Crise deve ser solucionada pelo governo do DF

A União não deve participar diretamente na contenção da crise de liquidez enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB), e deverá ser solucionada pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

Vale lembrar que a recuperação do BRB está diretamente ligada à sua capacidade de mitigar riscos associados às operações passadas e reorganizar sua estratégia financeira.

instituição deixou de divulgar, pela segunda vez consecutiva, seu balanço trimestral. Segundo o Banco Central do Brasil, o objetivo da medida é evitar medidas extremas, como intervenção ou liquidação, antes de esgotar alternativas de reequilíbrio financeiro. Ainda assim, o risco segue no radar.

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