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Economia

Michael Jackson volta aos cinemas e levanta questão: quem controla sua fortuna bilionária hoje?

Rancho Neverland foi vendido por valor inferior ao esperado após longo período no mercado

Michael Jackson volta aos cinemas e levanta questão: quem controla sua fortuna bilionária hoje?

O lançamento do filme ‘Michael’, que chegou aos cinemas na última terça-feira (21), colocou novamente o nome de Michael Jackson em evidência. A produção, que retrata a trajetória do cantor e é protagonizada por seu sobrinho Jaafar Jackson, trouxe de volta o interesse do público não apenas pela carreira musical, mas também pelo destino de sua herança quase 17 anos após sua morte.

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Mesmo após décadas de sua fase mais popular, o impacto comercial do artista segue expressivo. Um exemplo é o álbum ‘Thriller’, lançado nos anos 1980 e ainda considerado o mais vendido da história, com cerca de 70 milhões de cópias. O número supera com folga produções recentes, como “The Life Of a Showgirl”, de Taylor Swift, que alcançou cerca de 6 milhões de unidades em 2025.

Segundo o MoneyTimes, além do legado artístico, o cantor deixou um patrimônio complexo, cercado por disputas e decisões judiciais que continuam até hoje.

Herança milionária ainda sob gestão

Quando morreu em 2009, vítima de overdose de medicamentos, Michael Jackson enfrentava dificuldades financeiras. À época, estimava-se que ele possuía aproximadamente US$ 570 milhões em ativos, mas também acumulava dívidas que chegavam a US$ 331 milhões.

Desde então, a administração do espólio ficou nas mãos de executores responsáveis por reorganizar os bens e explorar comercialmente o catálogo do artista. Esse trabalho incluiu acordos musicais, licenciamentos e negociações de direitos autorais, o que permitiu uma recuperação significativa da fortuna.

Ao longo dos anos, o conjunto de ativos ligados ao cantor passou a gerar receitas constantes. O documentário ‘Michael Jackson’s This Is It’, lançado no mesmo ano de sua morte, arrecadou cerca de US$ 265 milhões em bilheteria. Produtos relacionados, como DVDs e trilhas sonoras, somaram mais US$ 100 milhões.

Outro movimento importante foi a venda de ativos musicais. Parte do catálogo ATV, que reunia cerca de 4 mil canções, foi negociada com a Sony Music por aproximadamente US$ 750 milhões em 2016. Além disso, metade dos direitos de músicas também foi vendida por cerca de US$ 600 milhões.

De acordo com o Seu Dinheiro, estimativas indicam que o espólio já tenha gerado cerca de US$ 3,5 bilhões desde a morte do artista. Com isso, ele permaneceu por anos entre as celebridades falecidas com maior faturamento global.

Disputas familiares e divisão dos bens

Apesar do crescimento do patrimônio, a divisão da herança segue cercada por conflitos. O testamento, elaborado em 2002, definiu como beneficiários principais a mãe do cantor, Katherine Jackson, e seus três filhos: Prince, Paris e Bigi, conhecido como Blanket.

Parte dos valores já foi repassada aos herdeiros. Paris Jackson, por exemplo, recebeu cerca de US$ 65 milhões. Ainda assim, ela recorreu à Justiça questionando a forma como esses pagamentos foram realizados, alegando falta de documentação adequada.

Bigi Jackson também está envolvido em disputas judiciais, desta vez contra a própria avó. O processo gira em torno do controle de parte dos recursos do espólio. Já Prince, o filho mais velho, mantém uma postura mais discreta e não aparece ligado a ações judiciais recentes.

Além da família direta, outros elementos chamam atenção na divisão dos bens. Um caso curioso é o de Bubbles, chimpanzé que viveu com o cantor nos anos 1980. Após a morte de Jackson, o animal passou a viver em um santuário e recebe cerca de US$ 25 mil por ano para sua manutenção, pagos pela família.

Neverland e os ativos imobiliários

Outro ponto relevante da herança envolve o Rancho Neverland, uma das propriedades mais conhecidas do artista. O local foi vendido em 2020 ao empresário Ron Burkle por cerca de US$ 22 milhões, valor bem abaixo dos US$ 100 milhões inicialmente pedidos.

A propriedade, que tinha mais de mil hectares, ficou marcada tanto pela estrutura incomum, com parque de diversões e zoológico, quanto por investigações policiais no início dos anos 2000. Após ser absolvido das acusações, Michael Jackson decidiu não retornar ao local. O episódio contribuiu para a desvalorização do imóvel ao longo do tempo, até sua venda definitiva anos depois.

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