Os aportes no Tesouro Direto alcançaram R$ 14,79 bilhões em março de 2026, estabelecendo o maior valor já registrado desde o início da série histórica. O dado foi divulgado pelo Tesouro Nacional e indica um aumento relevante na procura por títulos públicos por parte dos investidores pessoas físicas.
Segundo a CNN Brasil, no mesmo período, os resgates somaram R$ 11,01 bilhões. Com isso, o resultado líquido das operações ficou positivo em R$ 3,78 bilhões, indicando que as aplicações superaram as retiradas no mês.
O estoque total do programa também avançou. Ao fim de março, o volume acumulado chegou a R$ 234,4 bilhões. O número representa crescimento de 3,3% em relação a fevereiro e uma alta expressiva de 42,0% na comparação com março do ano anterior.
Perfil das aplicações e preferência por tipos de título
Os dados mostram diferenças na composição dos investimentos dependendo do critério analisado. Considerando o estoque total, os papéis indexados à inflação lideram, com 51,6% de participação. Em seguida aparecem os títulos atrelados à taxa Selic, com 36,4%, e os prefixados, que representam 12,0%.
Já ao observar apenas as vendas realizadas em março, a maior parte dos recursos foi direcionada para títulos vinculados à Selic. De acordo com O Globo, esses papéis concentraram 52,7% das aplicações no mês, totalizando R$ 7,8 bilhões.
Os títulos corrigidos pela inflação somaram R$ 4,8 bilhões em vendas, o equivalente a 32,1% do total. Já os prefixados movimentaram R$ 2,2 bilhões, respondendo por 15,1% das aplicações realizadas no período.
Valor médio e comportamento do investidor
Outro dado relevante diz respeito ao perfil dos aportes. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 45,6% do total de operações em março, mostrando a presença significativa de pequenos investidores no programa.
O valor médio por operação ficou em R$ 12.083,06, indicando que, embora haja grande volume de pequenos aportes, também existem investimentos mais elevados que influenciam a média geral.
Em relação aos prazos escolhidos, a preferência ficou concentrada em títulos com vencimento entre um e cinco anos, que responderam por 58,2% das vendas. Os papéis com prazos mais longos, entre cinco e dez anos e acima de dez anos, tiveram participação de 20,9% cada.
Crescimento do programa e avanço do estoque
O aumento no estoque total do Tesouro Direto acompanha a expansão do número de investidores e o interesse contínuo por alternativas consideradas mais conservadoras. O crescimento de 42% em um ano indica um movimento consistente de entrada de recursos no programa.
A combinação entre volume recorde de aplicações, saldo positivo nas emissões e avanço do estoque mostra um cenário de maior adesão aos títulos públicos.
Além dos valores movimentados, o Tesouro Direto também registrou avanço no número de participantes cadastrados. O programa segue ampliando a base de investidores pessoa física, com adesão impulsionada pela facilidade de acesso digital e pela possibilidade de aplicações com valores baixos. Esse movimento acompanha a maior familiaridade do público com produtos de renda fixa e o uso de plataformas online para investimento.

