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Política

Senado aprova fundo para exportação e proposta de crédito segue para a Câmara

Texto cria mecanismo de apoio financeiro a empresas nacionais e avança para nova etapa no Congresso

O “dia D” da escala 6×1: Câmara terá esforço concentrado. Entenda

A criação de um novo fundo voltado ao financiamento de empresas brasileiras que vendem ao exterior avançou no Congresso nesta terça-feira (05). A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o projeto que institui o Fundo de Crédito à Exportação e, como a votação ocorreu em caráter terminativo, a proposta agora será analisada pela Câmara dos Deputados.

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Segundo a Agência Senado, a medida pretende ampliar o acesso a recursos por companhias exportadoras, incluindo operações ligadas a capital de giro, aquisição de máquinas e investimentos produtivos. A intenção é oferecer novas alternativas de financiamento em um momento de juros elevados e maior cautela no mercado de crédito.

O texto aprovado prevê que o fundo poderá atuar tanto antes quanto depois do embarque das mercadorias. Na prática, isso permite apoio financeiro em diferentes fases da operação comercial, desde a preparação da produção até etapas posteriores da venda externa.

Como funcionará o novo fundo?

Pela proposta, o Fundo de Crédito à Exportação terá diversas fontes de recursos. Entre elas estão verbas do Orçamento da União, contratos firmados com entes públicos, retorno de financiamentos já concedidos e valores ligados ao Fundo de Garantia à Exportação.

Esses recursos deverão ser usados em financiamentos reembolsáveis. O projeto também estabelece limites para despesas administrativas, exigência de garantias nas operações e publicação anual das movimentações realizadas.

Outro ponto definido no texto trata da estrutura de gestão. O comando ficará com um comitê coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Já a execução das operações será conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, que também poderá autorizar outros agentes financeiros a participar das concessões.

Mudanças incluídas no parecer

Durante a tramitação no Senado, o relator Esperidião Amin fez ajustes na proposta original. As alterações atingem a organização do comitê gestor e detalham mecanismos de apoio financeiro previstos no projeto.

O parecer também incorporou sugestão do senador Jorge Kajuru que permite ao BNDES criar subsidiárias no Brasil. A medida amplia possibilidades de atuação da instituição dentro da estrutura prevista no texto.

Além disso, foi incluído um sistema de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. A ideia é aumentar a oferta de crédito sem elevar a exposição fiscal da União.

Próximo passo na Câmara

Com a aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos, a matéria encerrou a fase de análise no Senado e seguirá para os deputados federais. Na Câmara, o texto ainda poderá receber alterações antes de eventual envio para sanção presidencial.

A movimentação ocorre em meio ao debate sobre instrumentos para ampliar competitividade da indústria nacional e facilitar vendas externas. Setores exportadores costumam apontar crédito e previsibilidade como fatores centrais para ampliar negócios fora do país.

Se for mantido pelos deputados, o projeto criará uma nova frente de financiamento público voltada ao comércio exterior brasileiro, e o foco será a produção, modernização e sustentação das empresas que atuam no mercado internacional. A tramitação legislativa continuará nas próximas semanas entre comissões.

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