O presidente da Argentina, Javier Milei, está novamente nos Estados Unidos nesta quarta-feira (06), em Los Angeles, onde visita pela terceira vez a convite de Michael Milken, presidente do Instituto Milken e figura conhecida do mercado financeiro americano.
O objetivo da viagem é discutir na conferência anual do instituto, como fez em 2024. Ele ainda deve participar de reunião com um pequeno grupo de líderes empresariais antes de seu retorno a Buenos Aires.
Segundo dados compilados pelo El País, o presidente argentino já realizou 17 viagens aos EUA, país aliado, desde a sua posse. O país norte-americano é o principal destino de Milei em viagens oficiais e seu maior aliado político do momento.
Entre setembro do ano passado e março de 2026, o governo de Javier Milei gastou aproximadamente US$ 313.000 em viagens internacionais. Somente nos EUA, ele já visitou Palm Beach, Austin, Sun Valley, Nova York, Washington, Oxon Hill, Los Angeles.
Tabela de Viagens body { font-family: Arial, sans-serif; } table { border-collapse: collapse; width: 400px; } th, td { padding: 8px; border-bottom: 1px solid #ccc; text-align: left; } th { font-weight: bold; } Viagens Países 16 EUA 5 EspanhaItália 4 Suíça 3 Brasil
Israel
Paraguai 2 Pimenta
França 1 Alemanha
Bolívia
El Salvador
Hungria
Noruega
República Tcheca
Cidade do Vaticano
Uruguai
Estreitamento das relações entre EUA e Argentina
Conforme mostrou o colunista do O Brasilianista,Hernán Maurette, Milei parece concentrado na segunda etapa de seu governo que seria uma suposta tentativa de liderança internacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com Milei logo após Washington anunciar um pacote de apoio financeiro de US$ 20 bilhões à Argentina no ano passado, indicando um possível acordo de livre comércio somente com a Argentina caso ele vencesse as eleições — o que aconteceu.
Em relação ao apoio financeiro, que seria feito por meio de swap cambial pelos Bancos Centrais, a administração de Trump vinha evitando grandes intervenções internacionais, mas classificou o acordo como parte de uma estratégia para reforçar a estabilidade de um aliado estratégico na América do Sul.
Além disso, após inúmeras conversas entre aliados no exterior, o argentino declarou que busca formar um bloco de governos de direita na América do Sul, como mostrou O Brasilianista. Após os resultados das eleições entre os países latinos, ele afirmou em entrevista que “parece que a região acordou do pesadelo do socialismo do século 21”.
O presidente argentino disse que as pessoas estão “descobrindo que o socialismo é uma farsa criada por um conjunto de bandidos para tomar o poder e empobrecer a população”. As informações são da CNN.
Nesse contexto, Milei afirmou ao apresentador que estaria trabalhando ativamente para criar um grupo de países de direita na Latam. Segundo ele, estariam envolvidos cerca de dez países, mas não há nome definido para o bloco. A proposta do grupo seria “abraçar a liberdade e enfrentar o câncer do socialismo nas suas diferentes versões”, incluindo a agenda “woke”.

