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Economia

Novo Tesouro Reserva e o que muda para quem busca liquidez imediata

Título público começa a ser oferecido pelo Banco do Brasil com resgate via Pix e rendimento atrelado a 100% da Selic

Novo Tesouro Reserva e o que muda para quem busca liquidez imediata

O Tesouro Nacional, a B3 e o Banco do Brasil lançaram nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, novo título público voltado à formação de reserva de emergência.

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O produto permite aplicações a partir de R$ 1, tem rendimento ligado a 100% da taxa Selic e oferece resgate imediato via Pix, inclusive durante fins de semana e feriados.

O título começa a ser disponibilizado inicialmente apenas para clientes do Banco do Brasil e funcionará com movimentação ininterrupta ao longo da semana.

O lançamento marca a entrada do Tesouro Direto em um segmento atualmente dominado por poupança, contas remuneradas, cofrinhos digitais e CDBs de liquidez diária.

O objetivo do governo é ampliar o acesso de pequenos investidores a aplicações de renda fixa com liquidez constante e menor complexidade operacional.

Produto busca ampliar acesso à renda fixa

O produto foi desenvolvido para permitir que o investidor tenha acesso rápido ao dinheiro sem abrir mão da rentabilidade diária.

O material oficial informa que o investimento pode ser resgatado praticamente 24 horas por dia, sete dias por semana, com indisponibilidade apenas entre meia-noite e 1h.

O Tesouro Nacional possui garantia do próprio governo federal. O produto conta com isenção da taxa de custódia da B3 para valores de até R$ 10 mil investidos.

Um dos principais diferenciais do Tesouro Reserva em relação ao Tesouro Selic é a ausência da chamada marcação a mercado.

Esse mecanismo provoca oscilações nos preços dos títulos antes do vencimento e frequentemente gera dúvidas entre investidores iniciantes.

Governo tenta disputar espaço com bancos digitais

O novo título foi desenhado para competir diretamente com soluções financeiras populares entre usuários de bancos digitais, como contas remuneradas e cofrinhos automáticos voltados à organização financeira de curto prazo.

A página oficial destaca que o investidor poderá acompanhar a rentabilidade diretamente no aplicativo da instituição financeira parceira. Neste primeiro momento, apenas o Banco do Brasil está habilitado para oferecer o produto.

As operações serão realizadas pelo aplicativo Investimentos BB e o dinheiro será liberado instantaneamente via Pix no momento do resgate.

Haverá limite mensal de R$ 500 mil por investidor para aplicações, sem restrições para retiradas. O lançamento ocorreu durante cerimônia na Arena B3, em São Paulo.

Comparação envolve rendimento e segurança

O Tesouro Reserva acompanha 100% da Selic, enquanto a poupança rende apenas 70% da taxa básica de juros quando ela permanece acima de 8,5% ao ano.

O saldo não sofre oscilações negativas aparentes, característica voltada principalmente a investidores iniciantes.

O produto possui incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, seguindo a tabela regressiva da renda fixa. O IOF será cobrado apenas em resgates feitos nos primeiros 30 dias.

O Tesouro Reserva informa que a taxa de custódia da B3 será de 0,20% ao ano para valores acima de R$ 10 mil investidos. Até esse limite, haverá isenção integral da cobrança.

Outro ponto de diferenciação em relação às contas remuneradas de bancos digitais está no nível de garantia.

Enquanto produtos bancários possuem cobertura limitada do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o Tesouro Reserva conta com garantia do Tesouro Nacional.

Educação financeira está entre metas do projeto

O produto faz parte da estratégia do Tesouro Direto para ampliar o acesso da população aos investimentos públicos federais. O programa foi criado em 2002 em parceria entre Tesouro Nacional e B3.

A plataforma destaca que o objetivo é oferecer investimentos considerados acessíveis, digitais e seguros, permitindo que investidores iniciem aplicações com baixo valor inicial.

Como divulgado pelo O Brasilianista, um Levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), realizado em parceria com o Datafolha, aponta que apenas pouco mais de um terço dos brasileiros adultos terminou 2025 com algum tipo de reserva financeira.

Entre os entrevistados que possuem dinheiro guardado, somente 15% afirmaram ter recursos suficientes para manter as despesas entre seis meses e um ano.

O estudo também mostra que 10% dos brasileiros com reserva acreditam conseguir sustentar os gastos por menos de uma semana, enquanto outros 10% calculam que o valor acumulado cobriria apenas um mês.

A pesquisa ainda identificou queda no número de investidores no país. Em 2025, 36% dos brasileiros afirmaram investir, contra 37% registrados no ano anterior, o que representa cerca de 60,6 milhões de pessoas.

Já os que não investem somam 63% da população, equivalente a aproximadamente 107,7 milhões de brasileiros.

O levantamento também apontou aumento das apostas online, 17% dos entrevistados disseram utilizar plataformas de bets, acima dos 15% registrados em 2024.

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