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Movimentos no banco de reservas

Durante seus primeiros anos de gestão, o governo libertário descartou cerca de 230 funcionários

Movimentos no banco de reservas

Fora do peronismo — cujas alternativas analisamos recentemente — há dirigentes governistas, paragovernistas e da oposição amigável ou moderada ao governo que começam a se movimentar de olho em 2027.

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Durante seus primeiros anos de gestão, o governo libertário descartou cerca de 230 funcionários — um a cada quatro dias, segundo Pablo Salinas — e, por sua vez, o La Libertad Avanza desprezou alianças com partidos afins para as eleições parlamentares de meio de mandato de seis meses atrás. Esses partidos também começaram a se movimentar para ver se conquistam algum espaço nas próximas eleições.

É preciso levar em conta que, há apenas um ano, mal se podia adivinhar quem seriam os candidatos para as eleições da província de Buenos Aires, em setembro, e para as eleições nacionais de outubro de 2025. No entanto, nestes dias, já começam a circular nomes para projetos eleitorais para daqui a um ano e meio.

Antes de tudo, é preciso esclarecer que o governo trabalha com a premissa, reconhecida pelo próprio presidente, de uma eventual reeleição presidencial. Essa hipótese é a que ainda domina, além de reunir as melhores possibilidades segundo as pesquisas mais sérias.

Por outro lado, a maior parte das expectativas dos apoiadores decepcionados com o governo está em que a vice-presidente Victoria Villarruel, de um posicionamento ideológico mais nacionalista do que liberal, seja candidata. Mas, além do que o oficialismo se ocupa em rebaixá-la, não há nada que permita assegurar que ela esteja trabalhando para isso.

Quem mais se movimenta como candidato presidencial é o ex-presidente Mauricio Macri, que sugere por meio de veículos de comunicação aliados uma recriação da aliança entre seu partido e os radicais que o levou ao poder em 2015, na qual figuram vários governadores, entre os quais também podem surgir candidatos, embora ainda não tenham se assumido como tais. Mas os que conhecem Macri acreditam que ele apenas está valorizando seu passe para buscar uma aliança com Javier Milei. Com exceção de Macri, nem a União Cívica Radical nem o PRO têm, até o momento, candidatos presidenciais declarados.

Como explicamos na nota anterior, muitos dos libertários afastados marcham atrás de Dante Gebel, um pastor argentino radicado nos Estados Unidos que ainda não se pronunciou sobre sua própria candidatura, mas que já se movimenta como candidato; de certa forma, como Macri, embora, caso entre na disputa, não esteja claro se seria pelo peronismo, pela direita, nem qual seria sua estratégia.

A surpresa desta semana foi dada pela senadora Patricia Bullrich, que foi ministra da Segurança de Milei nos dois primeiros anos, mas que entrou na arena política com vistas a projetar-se para as próximas eleições porque, apesar de ser a principal defensora do governo no Senado, diferenciou-se do governo ao cobrar publicamente do chefe de Gabinete de Ministros que apresente sua declaração juramentada de bens. Manuel Adorni está sendo questionado há mais de um mês por gastos injustificados para seu nível de renda e patrimônio antes de assumir a função pública.

Esse movimento de Bullrich foi o que acabou por agitar as águas e encorajar mais de um. Mas, como sabemos, ainda é muito cedo para saber quais candidaturas se consolidarão. Embora seja surpreendente que Milei tenha facilitado a antecipação desse debate, que está paralisando o país antes mesmo da Copa do Mundo.

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