A época de declaração do Imposto de Renda 2026 já está na sua reta final, com prazo para envio do IR 2026 até às 23h59 do dia 29 de maio.
Com menos de um mês para o fim do período de declaração do Imposto de Renda, pouco mais de 44,8% dos contribuintes ainda não informaram os seus rendimentos para a Receita Federal.
Das 44 milhões de declarações previstas para este ano, até a última semana, a RF registrava cerca de 24,3 milhões de envios. Desses, 66% possuem impostos a restituir, enquanto outros 19,2% tinham tributos a pagar.
Para os microempreendedores individuais (MEIs), a declaração do IR envolve regras que vão além do faturamento da empresa e exigem atenção redobrada em 2026.
MEI é obrigado a declarar IR
Todo MEI deve entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI), independentemente do faturamento. Esse documento informa à Receita Federal a receita bruta da empresa no ano anterior.
De acordo com a Receita Federal, o prazo da DASN-SIMEI vai até 31 de maio e o atraso pode gerar multa e até restrições no CNPJ. Além disso, a omissão pode levar à inaptidão do cadastro, dificultando o funcionamento do negócio.
O processo de obrigatoriedade é diferente na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que depende de critérios como renda total, patrimônio e movimentações financeiras. Ou seja, todo microempreendedor deve declarar sua empresa, mas nem todo precisa enviar os informes pessoais.
Quanto MEI paga de IR?
Vale lembrar que o pagamento mensal do MEI já configura como tributo devido à União.
Dessa forma, somente aqueles empreendedores que estejam atrasados nesse pagamento precisam realizá-lo no momento de entrega da declaração.
Valores tributáveis do MEI no IR
O faturamento do MEI não corresponde diretamente ao valor tributável. É necessário aplicar percentuais de presunção que variam conforme a atividade exercida.
Esses percentuais são de 8% para comércio e indústria, 16% para transporte de passageiros e 32% para serviços. Apenas o valor que excede essa parcela pode ser considerado rendimento tributável.
Em 2026, a declaração passou a exigir o conjunto completo de rendimentos do contribuinte, e não apenas o resultado do negócio. A soma de salários, aluguéis, aposentadorias e aplicações financeiras entra no cálculo. Isso aumenta o número de MEIs que precisam prestar contas ao Fisco.
Isso permite que a Receita Federal cruze os dados da empresa com os pessoais para verificar as fontes de renda e evitar sonegações.
Quais documentos o MEI precisa declarar no IR?
Manter registros atualizados de receitas, despesas e comprovantes facilita o preenchimento e reduz o risco de cair na malha fina, além de ajudar a identificar com antecedência se o contribuinte será obrigado a declarar.
O contribuinte deve manter registros como comprovantes do DAS, notas fiscais, extratos bancários e informes de rendimentos.
Depois de calcular todos os valores corretamente, o próximo passo é inserir as informações no sistema da Receita Federal. É importante destacar que os rendimentos isentos também devem ser informados na ficha específica de lucros e dividendos, enquanto a parte tributável deve ser lançada como rendimento de pessoa jurídica.
Será necessário declarar outros rendimentos e bens, quando houver, dentro da mesma declaração. Qualquer erro pode gerar divergências automáticas no cruzamento de dados fiscais.

