O advogado Eugênio Aragão anunciou nesta terça-feira (19) que deixou a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) investigado no Caso Master por atuar para ajudar Daniel Vorcaro a cobrir os rombos do Banco Master com dinheiro do BRB.
O motivo da renúncia, segundo Aragão, é que “eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”.
Costa, assim como Vorcaro, também negocia uma delação no Caso Master, e a nota de Aragão indica que o ex-presidente do BRB não tem informações contundentes sobre os crimes cometidos ou não quer entregar aliados políticos.
Aragão é um advogado com muito trânsito no Judiciário e na política, principalmente junto à Esquerda. Ex-integrante do Ministério Público Federal, chegou a ser indicado por Dilma Rousseff para comandar o Ministério da Justiça. Não assumiu o posto porque as regras do MPF o obrigaram a escolher entre a carreira e a política.
A capilaridade política de Aragão é complementada por seu sócio, Willer Tomaz, advogado muito bem relacionado em Brasília, tanto no Judiciário quanto na política.
Leia a íntegra da nota enviada por Aragão:
NOTA À IMPRENSA
O advogado Eugênio Aragão informa que está deixando a condução da defesa de Paulo Henrique Costa.
Com quase 30 anos de atuação no Ministério Público Federal e extensa trajetória em funções de cúpula da instituição, Eugênio Aragão somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade.
Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas.

