Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, está numa situação cada vez mais complicada. Cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, por contratar funcionários fantasma, o político é alvo de duas investigações por favorecer Ricardo Magro, dono do grupo Refit, e Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Em 15 de maio, a Polícia Federal (PF) visitou endereços de Castro para colher informações que embasem ainda mais os indícios de que o ex-governador usou seu mandato para ajudar Magro a não pagar impostos no Rio de Janeiro. Segundo a PF, Magro deve R$ 26 bilhões ao Brasil.
Hoje, a PF voltou aos endereços de Castro. Mas o assunto da vez é o Banco Master. Castro é ligado às fraudes de Daniel Vorcaro por ter nomeado Deivis Marcon Antunes para presidir o Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores fluminenses.
Durante a gestão de Antunes, diz a PF, o Rioprevidência aportou quase R$ 2,6 bilhões no Master. Desse total, R$ 970 milhões foram alocados diretamente no banco de Vorcaro e outro R$ 1 bilhão em fundos ligados à instituição financeira que drenou R$ 50 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Castro nomeou Antunes por ordem de Antônio Rueda, presidente do União Brasil. Essa correlação de nomes e indicações reforça a suspeita que corre há dias nos bastidores de Brasília: a de que a inclusão do nome de Rueda na Operação Compliance Zero está próximo.

