As investigações sobre as fraudes no INSS e as cometidas pelo Banco Master de Daniel Vorcaro vieram para salvar os criminalistas, que reclamavam nos últimos anos sobre a falta de investigações de grande repercussão.
Essa falta de investigações limitava o trabalho desses profissionais, que ficavam sem clientes porque ninguém foi acusado de nada desde que a Lava Jato foi destruída pelos erros de Sergio Moro e Deltan Dallagnol e o governo Jair Bolsonaro mudou o foco da Polícia Federal (PF) para combater o tráfico de drogas e de armas, a exploração sexual infantil e o contrabando.
Esse contexto é confirmado por integrantes da própria PF em 2021. Naquele momento, quase ninguém queria mexer com investigações sobre corrupção justamente por conta da derrocada da Lava Jato.
À época, a Procuradoria-Geral da República sequer investigou propriamente as suspeitas sobre corrupção na compra das vacinas contra a Covid, mas se preocupou em anular leis estaduais e municipais que afrontaram a Constituição.
Um integrante do alto escalão da PGR disse à época, sob condição de anonimato, que esse modelo de trabalho foi seguido porque partidos nanicos, como Psol e Rede, já estavam propondo inúmeras ações no STF para tentar reverter as derrotas que sofreram no Congresso Nacional.

