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Economia

Governo do DF aprova financiamento para capitalização bilionária do BRB

A Câmara do Distrito Federal (DF) aprovou, em 1º e 2º turno, o projeto de lei para conseguir o aporte no mercado financeiro

Governo do DF aprova financiamento para capitalização bilionária do BRB

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) aprovou, na última terça-feira (09), o projeto de lei que autoriza a contratação de empréstimo para socorrer o Banco de Brasília (BRB). A votação foi aprovada em 1º e 2º turno, e libera o aporte de aproximadamente R$ 6,6 bilhões ao banco público.

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O projeto ratifica o acordo homologado no Supremo Tribunal Federal (STF) entre a União e o Governo do DF. Desta maneira, permitindo que o Poder Executivo do Distrito Federal celebre o financiamento com o Fundo Garantidor de Crédito (FDC), ao prestar garantias e dar providências ao contrato.

Segundo a proposta aprovada, apenas bancos de nível S1 podem conceder as operações de crédito. Esta sigla é dada para grandes instituições financeiras, cujo porte seja igual ou superior a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Além disso, a União não irá fornecer garantias para o empréstimo, nem transferir recursos públicos ao BRB.

Para a contragarantia da instituição financeira, será utilizado dois fundos. O primeiro é o Fundo de Participação dos Estados (FPE), e o segundo é o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Especialistas avaliam dificuldade de captalização do BRB após rebaixamento pela S&P

Segundo apurou O Brasilianista, especialistas em investimentos avaliam que a BRB pode encontrar maior dificuldade de capitalização. Isso se dá após o rebaixamento da instituição financeira no rating da S&P Global.

Para o especialista em investimento Felipe Sant’Anna, o banco público não é tão atrativo para investidores, por estar em uma classificação baixa considerando outros ativos no mercado. Segundo Sant’Anna, muitos fundos de investimento possuem regras e não podem realizar uma aplicação em um ativo com a classificação do BRB .

Crise do BRB iniciou com o Master

O banco público iniciou o processo de crise após os impactos sofridos com operações do banco Master. De acordo com apuração de O Brasilianista, parte dos recursos aplicados do BRB estavam ligados a ativos sem lastro sólido, afetando a saúde financeira da instituição.

Para se recuperar de situação de crise, o BRB deve focar em equilibrar a liquidez e captação, conseguindo sustentar o banco ao médio e longo prazo. Além disso, é preciso mitigar os riscos das operações financeiras realizadas anteriormente e reorganizar a estratégia econômica da instituição.

Presidente afirma que o banco não vai quebrar

O presidente do Banco de Brasília, Nelson de Souza, afirmou que a instituição não vai quebrar. Em fala durante seminário, conforme apuração de O Brasilianista, o diretor confirmou que a empresa está cada vez mais sólida, e será um ícone para o povo da região de Brasília. De acordo com ele, a situação do BRB necessita de transparência, firmeza e responsabilidade,

Ao deixar de divulgar o seu balanço trimestral pela segunda vez consecutiva em abril de 2026, a instituição tenta, segundo o Banco Central (BC), evitar medidas extremas, como a intervenção ou a falência, conforme apurou O Brasilianista. Desta forma, a instituição tenta todos os artifícios necessários para se manter respirando, mesmo com o risco de liquidação no radar.

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