Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de índices negociados na bolsa de valores. Assim, estes produtos de investimento buscam acompanhar o desempenho de uma carteira da mesma forma que um índice de ações de um mercado, região ou país.
Na última quinta-feira (18), a XP anunciou o lançamento dos ETFs irlandeses para os seus clientes. Os fundos coletivos mobiliários possuem grande parte da sua estrutura domiciliada na Irlanda e, por isso, carregam o nome do país.
Sendo assim, os produtos são muito procurados por investidores brasileiros pelos seus atrativos, como vantagens tributárias e sucessórias. Isso ocorre, pois, na Europa, os dividendos podem ser reinvestidos, segundo a regulamentação. Deste modo, não é necessária a distribuição aos investidores. Nos Estados Unidos, por outro lado, as normas regulatórias exigem o repasse e aplicam uma cobrança de 30% do valor dos proventos.
Além disso, os ETFs irlandeses fogem do Estate Tax, ou seja, do tributo sucessório dos EUA. No país, a tributação pode chegar a até 40%, a depender do valor e da estrutura patrimonial.
Quais países posso investir com ETFs?
Levantamento realizado pelo Bora Investir, da B3 mostra que é possível acessar economias e empresas de 22 países com os ETFs e ETFs Globais. Enquanto o ETF replica o índice de um mercado, como o Ibovespa, o ETF Global replica o índice de um país ou região, como os ETFs irlandeses.
Na prática, estes fundos permitem o acesso do investidor a mercados internacionais, dolarizando sua carteira de aplicação sem a necessidade de abertura de conta global ou pagamento de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Sendo assim, é possível investir com o produto nos seguintes mercados, diretamente pela bolsa de valores: EUA, Canadá, México, Argentina, Brasil, Colômbia, Europa, Alemanha, Bélgica, Escócia, Espanha, França, Países Baixos, Inglaterra, Noruega, Suécia, Suíça, Turquia, África do Sul, Arábia Saudita, Austrália, Coreia do Sul, Japão.
Criptomoedas como investimento preferido da Geração Z
De acordo com levantamento da Anbima, apurado pelo O Brasilianista, a preferência dos criptoativos dispara entre investidores da Geração Z. Conforme o estudo, cerca de 4% dos entrevistados afirmaram efetuar aplicações em criptomoedas, contra 2% que investe em ações, títulos públicos e na previdência.
Além disso, a pesquisa aborda a preferência dos ativos para a reserva financeira de longo prazo, como para a aposentadoria, com 12% dos entrevistados. Sendo assim, o investimento ficou atrás apenas da poupança, preterida por 25%. Os fundos de investimento ficaram com 16% das respostas.
Brasil como destino de investidores estrangeiros
Em meio ao cenário geopolítico e à escalada dos conflitos do Oriente Médio, o Brasil é visto como um destino ganha-ganha para os investidores estrangeiros. Isso, pois, com a condição do país de exportador de líquido de petróleo, mantém o potencial da nação de sustentar a balança comercial e reduzir pressões inflacionárias.
Segundo apurou O Brasilianista, a posição brasileira no mercado de energia aumentou o protagonismo entre os investidores internacionais. Desta maneira, cria-se um cenário de proteção econômica, visto que a alta das commodities pode gerar entrada de dólares, contribuindo para o equilíbrio orçamentário interno e fortalecendo a moeda nacional.

