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Política

Zema volta a atacar STF e associa ministros a Vorcaro

Pré-candidato do Novo afirmou que nunca teve contato com o ex-banqueiro

Zema volta a atacar STF e associa ministros a Vorcaro

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a elevar o tom contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar o caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero.

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Em entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM, nesta sexta-feira (03), Zema afirmou que jamais teve qualquer proximidade com Vorcaro e direcionou críticas aos integrantes da Corte que tiveram seus nomes associados ao empresário durante as investigações.

Críticas ao Supremo e ao caso Vorcaro

As declarações ocorreram em resposta a perguntas sobre a investigação que envolve Daniel Vorcaro e a divulgação de informações relacionadas a ministros do STF.

Durante a entrevista, Zema voltou a dizer que é um dos principais críticos da atuação da Corte.

“Você sabe que eu sou o pré-candidato que mais criticou essas aberrações, essa pouca vergonha que está acontecendo no Supremo. O primeiro e o que mais critica os intocáveis de Brasília”, afirmou.

Na sequência, o ex-governador citou a ação judicial movida pelo ministro Gilmar Mendes contra ele e disse que isso não altera sua posição política.

“Inclusive, estou respondendo uma ação do Gilmar Mendes, mas estou dormindo muito tranquilo”, declarou.

Ao comparar sua trajetória com a de pessoas investigadas, Zema também fez referência direta ao empresário.

“Minha vida foi trabalhar e pagar imposto. Não foi andar em jatinho de banqueiro bandido. Não foi fazer contrato com banqueiro bandido”, disse.

As declarações ocorrem enquanto o nome de Daniel Vorcaro permanece no centro das investigações da Polícia Federal, que apuram suspeitas de fraudes financeiras, vazamentos de informações sigilosas e possíveis relações entre integrantes do grupo econômico investigado e agentes públicos.

Zema diz que nunca encontrou o empresário

Durante a entrevista, Zema afirmou que nunca teve qualquer contato com Vorcaro, apesar de ambos terem atuado em Belo Horizonte nos últimos anos.

“Eu mudei para Belo Horizonte há nove anos, advinha quantas vezes eu encontrei ele? Nenhuma”, afirmou.

O ex-governador utilizou uma metáfora para dizer que evitou qualquer aproximação com o empresário.

“Eu falo que a assombração sabe para quem aparecer. Pra mim não apareceu. Ele sabia que eu estava na porta do galinheiro com uma espingarda. E ele é raposa e nem passou perto”, declarou.

Na sequência, ampliou as críticas ao afirmar que o empresário teria recebido tratamento diferente em outros estados.

“Agora aqui na Bahia parece que ele foi recebido com tapete vermelho”, acrescentou.

As declarações reforçam a estratégia adotada por Zema nas últimas semanas de marcar distância de Vorcaro, personagem que passou a ocupar espaço central nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Declarações ampliaram desgaste dentro do Novo

Como informou O Brasilianista, dirigentes do partido passaram a questionar a viabilidade da pré-candidatura presidencial do ex-governador depois que ele criticou a proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro.

O primeiro sinal da crise foi a retirada do convite para que Zema participasse de um evento promovido pelo diretório do Novo em Santa Catarina.

Nos bastidores, integrantes da legenda interpretaram a decisão como um recado político diante do desgaste provocado pelas declarações do mineiro.

Lideranças nacionais também demonstraram incômodo com a estratégia adotada por Zema. Entre os nomes citados está o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS), que, conforme relataram fontes do partido, discordou das críticas dirigidas ao senador Flávio Bolsonaro.

Partido tenta preservar unidade da direita

O diretório catarinense justificou a retirada do convite afirmando que o momento exige maior convergência entre lideranças do campo conservador.

Em nota, a direção estadual declarou que “este é o momento de somar esforços e fortalecer a unidade da direita brasileira” e acrescentou que “mais do que disputas entre lideranças que compartilham valores semelhantes, o país precisa de um projeto capaz de unir forças para promover as mudanças que o Brasil necessita”.

O diretório também informou que poderá se posicionar contra uma eventual candidatura presidencial de Zema caso ele mantenha as críticas direcionadas a Flávio Bolsonaro.

Apesar das pressões internas, o ex-governador tem mantido o discurso de enfrentamento tanto ao Supremo quanto a figuras ligadas ao caso Daniel Vorcaro.

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