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Política

34% dos eleitores acham que Michelle quer substituir Flávio na disputa pela Presidência

Levantamento da Genial/Quaest traz a repercussão dos vídeos da ex-primeira-dama

34% dos eleitores acham que Michelle quer substituir Flávio na disputa pela Presidência

A divulgação dos vídeos em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tornou público o desentendimento com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua produzindo efeitos na disputa interna da direita. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que a principal interpretação dos eleitores é que Michelle decidiu expor o episódio por desejar disputar a Presidência da República no lugar do enteado.

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Segundo o levantamento, 34% dos entrevistados, o equivalente inteiro a quem defende o ex-presidente Bolsonaro, acreditam que a principal motivação da ex-primeira-dama foi o desejo de ser candidata ao Palácio do Planalto. Outros 25% avaliam que a publicação dos vídeos ocorreu porque Michelle se opõe às alianças políticas defendidas por Flávio dentro do Partido Liberal (PL). Já 16% entendem que ela apenas respondeu aos ataques e ao desrespeito que afirmou ter sofrido durante uma conversa telefônica com o senador.

Outros 4% consideram que todos esses fatores contribuíram para a divulgação dos vídeos, enquanto 2% apontaram outra motivação. Já 19% disseram não saber ou preferiram não responder.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Michelle leva vantagem sobre Flávio na percepção dos eleitores

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15/07). (Foto: Quaest/divulgação)

A pesquisa também mediu como os brasileiros avaliaram o conflito entre os dois integrantes da família Bolsonaro.

Questionados sobre com quem concordam mais no episódio, 42% afirmaram estar ao lado de Michelle Bolsonaro. Apenas 18% disseram concordar mais com Flávio Bolsonaro. Outros 22% responderam que não concordam com nenhum dos dois, enquanto 3% afirmaram concordar parcialmente com ambos. O percentual dos que não souberam ou não responderam chegou a 15%.

Os números indicam que Michelle saiu politicamente fortalecida na percepção do eleitorado após transformar o conflito em um assunto público.

Caso ganhou repercussão nacional

A crise veio à tona no fim de junho, quando Michelle publicou vídeos nas redes sociais afirmando ter sido maltratada, desrespeitada e humilhada por Flávio Bolsonaro durante uma conversa sobre alianças eleitorais do PL no Ceará.

Na ocasião, ela afirmou que os dois não mantinham contato desde o fim de 2025 e disse ter interpretado que seu apoio à pré-candidatura do senador não era desejado ou considerado relevante.

Após a repercussão, Flávio Bolsonaro pediu desculpas publicamente e afirmou que nunca teve a intenção de ofender a ex-primeira-dama. Dias depois, Michelle negou que houvesse uma disputa entre os dois e declarou que ambos continuariam trabalhando juntos durante a campanha eleitoral.

Apesar da ampla repercussão do caso, a pesquisa mostra que o episódio ainda era desconhecido por parte da população. Segundo a Quaest, 51% dos entrevistados disseram que só tomaram conhecimento dos vídeos durante a realização da pesquisa, enquanto 49% afirmaram que já conheciam o caso.

Eleitores aprovam divulgação dos vídeos

O levantamento também avaliou como os brasileiros enxergaram a decisão de Michelle de tornar pública a discussão familiar.

Para 45% dos entrevistados, a ex-primeira-dama acertou ao divulgar os vídeos. Já 38% consideram que ela errou ao expor o conflito. Outros 17% não souberam ou preferiram não responder.

Apoio de Michelle divide opiniões

Outro ponto analisado pela pesquisa foi a influência política de Michelle Bolsonaro sobre a candidatura presidencial de Flávio.

Segundo os dados, 47% acreditam que a participação ativa da ex-primeira-dama na campanha não aumenta as chances de vitória do senador. Em contrapartida, 38% entendem que sua presença fortalece a candidatura. Outros 15% não souberam responder.

Os resultados indicam que, embora Michelle tenha conquistado maior apoio popular durante o episódio, parte expressiva do eleitorado não acredita que esse capital político seja suficiente para impulsionar automaticamente a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

A pesquisa reforça ainda que o episódio ultrapassou o campo das relações familiares e passou a ser interpretado também sob uma perspectiva política. Para uma parcela significativa dos brasileiros, a divulgação do conflito não foi apenas uma resposta a um desentendimento pessoal, mas um movimento com potencial impacto na disputa pelo protagonismo da direita nas eleições presidenciais de 2026.

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