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250 anos de tensões revividas

Posicionamento de Milei sobre Lula traz mensagens para além do presente

250 anos de tensões revividas

Tenho uma má notícia: não foi por acaso, cantaria Coti Sorokin sobre uma relação casual.

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É isso mesmo, não foi por acaso. Neste 1º de agosto completarão 250 anos desde que Carlos III da Espanha decidiu criar o Vice-Reino do Rio da Prata para pôr um freio ao avanço português sobre o que atualmente é a República Oriental do Uruguai.

O rei espanhol estabeleceu sua capital em Buenos Aires, bem em frente à chamada Banda Oriental. O porto de águas barrentas e de pouco calado era a saída para o Atlântico mais recomendável para as mercadorias americanas que deveriam ser enviadas à Metrópole.

Mas também começava a ser muito visitado pelos contrabandistas ingleses. Além disso, a jovem urbe havia se tornado a cidade mais populosa e dinâmica do novo vice-reino.

A má notícia aqui é que o presidente Javier Milei desconsiderou os 40 anos de esforços pela paz regional — que também resultaram em benefícios econômicos — ao maltratar seu homólogo brasileiro, Lula da Silva.

Subestimou os benefícios da construção bilateral que conseguiu deixar a rivalidade confinada à competição esportiva e transformar a vizinhança em associação política, comercial e militar. Provavelmente desconheça os níveis aos quais oportunamente chegaram as tensões entre ambos os países.

Está claro que, desta vez, a geopolítica americana começou a mudar com o advento do trumpismo. Milei é uma peça do tabuleiro comandado por Donald Trump.

Mas ninguém pode imaginar para quais cenários está se encaminhando a nova realidade política (e, por que não dizê-lo, militar) latino-americana.

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