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Política

Saiba quem é Capitão Wagner, candidato ao Senado pelo Ceará

O político por muito tempo foi tido como oposição aos governos liderados pelo grupo político dos irmãos Ciro e Cid Gomes

Saiba quem é Capitão Wagner, candidato ao Senado pelo Ceará

O ex-deputado federal Capitão Wagner Sousa Gomes (União Brasil-CE) aparece como um dos principais nomes na disputa por uma das duas vagas do Ceará no Senado Federal nas eleições de 2026. Segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em julho, Wagner registra 22% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação no cenário estimulado, atrás do senador Cid Gomes (PSB), com 26%, e à frente de Luizianne Lins (Rede), com 14%.

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Conhecido por sua atuação na área da segurança pública, Capitão Wagner construiu sua carreira política apoiado principalmente por integrantes das forças policiais e por eleitores ligados ao campo conservador. Ao longo da trajetória, disputou cargos majoritários importantes no Ceará e tornou-se uma das principais lideranças da oposição aos grupos políticos liderados pelos irmãos Ferreira Gomes e pelo PT no estado.

Início da carreira e entrada na política

Nascido em São Paulo, em 1979, Wagner Sousa Gomes ingressou na Polícia Militar do Ceará, onde alcançou a patente de capitão. Foi justamente durante sua atuação na corporação que ganhou notoriedade estadual.

Em 2011 e 2012, destacou-se como uma das principais lideranças dos movimentos reivindicatórios de policiais militares e bombeiros por melhores salários e condições de trabalho. A projeção obtida durante essas mobilizações abriu caminho para sua entrada na política.

Em 2012, foi eleito vereador de Fortaleza com uma das maiores votações da cidade. Dois anos depois, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará.

Câmara dos Deputados e fortalecimento político

Em 2018, Capitão Wagner foi eleito deputado federal pelo Ceará. Na Câmara dos Deputados, concentrou sua atuação em pautas relacionadas à segurança pública, combate ao crime organizado, endurecimento da legislação penal e valorização das forças policiais.

Também participou de debates sobre reforma administrativa, desenvolvimento econômico e fortalecimento dos municípios. Durante o mandato, manteve alinhamento com parlamentares do campo conservador e tornou-se um dos principais nomes da oposição ao governo estadual.

Disputas pela Prefeitura e Governo do Ceará

Além da atuação no Legislativo, Capitão Wagner disputou importantes cargos no Executivo. Em 2016, chegou ao segundo turno da eleição para a Prefeitura de Fortaleza, sendo derrotado por Roberto Cláudio. Quatro anos depois, voltou a disputar a prefeitura e novamente alcançou o segundo turno, quando foi derrotado por José Sarto.

Em 2022, candidatou-se ao Governo do Ceará. Liderou parte das pesquisas durante a campanha, mas terminou derrotado por Elmano de Freitas (PT) no segundo turno.

Apesar das derrotas nas eleições majoritárias, consolidou sua posição como uma das principais lideranças da oposição cearense.

Atuação na oposição

Ao longo da carreira, Capitão Wagner construiu sua imagem política em oposição aos governos liderados pelo grupo político dos irmãos Ciro e Cid Gomes e, posteriormente, à gestão petista de Elmano de Freitas.

Porém, com uma nova perspectiva para as eleições de 2026, os antigos rivais políticos no passado, Wagner e Ciro buscam superar as antigas diferenças com o objetivo estratégico comum de enfraquecer o grupo político liderado localmente pelo atual governador Elmano de Freitas e pelo ministro Camilo Santana.

Em seus discursos, o capitão costuma enfatizar temas como segurança pública, combate à corrupção, redução da criminalidade, responsabilidade fiscal e fortalecimento das forças de segurança.

Também mantém forte presença nas redes sociais e costuma utilizar esses canais para comentar temas nacionais e estaduais.

Polêmicas e investigações

Grande parte das polêmicas envolvendo Capitão Wagner está relacionada à sua atuação como liderança dos movimentos de policiais militares.

Durante os motins de policiais ocorridos no Ceará, seu nome foi frequentemente citado no debate político. Adversários chegaram a acusá-lo de incentivar movimentos considerados ilegais, acusações que ele sempre negou.

Além disso, Wagner protagonizou diversos embates políticos com o grupo dos Ferreira Gomes, especialmente durante campanhas eleitorais e discussões sobre segurança pública.

Até o momento, Capitão Wagner não foi condenado criminalmente nem figura como alvo principal de grandes operações da Polícia Federal relacionadas a corrupção ou desvios de recursos públicos. Também não há condenações judiciais que tenham tornado o político inelegível.

Mudanças partidárias

Ao longo da vida política, Capitão Wagner passou por diferentes partidos. Foi eleito por legendas como PR e Pros, posteriormente filiou-se ao União Brasil, partido pelo qual mantém sua atuação política e pretende disputar o Senado. As mudanças acompanharam as reorganizações do campo de centro-direita e conservador no Ceará.

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