Representantes de Netflix, Spotify e OpenAI têm conversado com parlamentares para tentar convencê-los de que o trio não integra o grupo das big techs. O objetivo por trás da tentativa é evitar as tributações em debate no Congresso Nacional, como os projetos de lei que regulamentam o streaming, a inteligência artificial e os mercados digitais.
Porém, a tentativa do trio tem saído pela culatra. Fontes a par das tratativas afirmaram a O Brasilianista que deputados têm dito jocosamente que a tributação alcançará a todos, inclusive a “Série B” das big techs. A sátira é calcada no faturamento e no total de usuários atendidos por essas três empresas.
Em 2024, a Netflix faturou cerca de R$ 10,4 bilhões no Brasil, onde tem mais de 25 milhões de assinantes, segundo dados da Ancine e da consultoria Nexus. O Spotify informa em seu site que, até junho deste ano, registrou pouco mais de 50 milhões de usuários ativos mensais em solo brasileiro. Essa clientela permitiu que a empresa distribuísse 1,6 bilhão de reais em royalties a músicos brasileiros no ano passado.
Dados apresentados em agosto pela OpenAI mostram que a empresa atende 50 milhões de usuários mensais no país, tornando o Brasil seu terceiro maior mercado, atrás de EUA e Índia.
O humor dos parlamentares sobre o assunto vem na esteira da afirmação do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), relator de um dos projetos de lei sobre o tema. Recentemente, ele disse que a única plataforma excluída do texto que irá apresentar é o OnlyFans — plataforma de conteúdo adulto.
O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todas as empresas e parlamentares mencionados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.

