A ausência de Jorge Messias num evento na Bahia, na quinta-feira (30), apenas reforçou na política a ideia de que a indicação do advogado-geral da União para o Supremo Tribunal Federal está encaminhada. Messias era um dos convidados da abertura do Encontro Nacional do Colégio Permanente de Juristas da Justiça Eleitoral (Copeje).
O AGU de Lula integraria a mesa de abertura com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; as ministras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Vera Lúcia e Edilene Lobo, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti. As informações foram divulgadas pelo site BNews.
A indicação de Messias para o STF é dada como certa pela imprensa e por boa parte dos políticos em Brasília. A preferência de Lula pelo AGU reforça o argumento repetido pelo petista desde o início de seu terceiro mandato presidencial, a de que vai valorizar a fidelidade.
Messias é muito próximo ao PT há anos. Assessorou Dilma Rousseff durante o mandato da ex-presidente e foi encarregado por ela para levar a Lula, em 2016, o termo de posse que colocaria Lula na Casa Civil de Dilma.
A escolha pelo AGU também ajuda Lula a se aproximar dos evangélicos. Messias frequente a Igreja Batista. No último dia 16, a Presidência da República publicou uma foto do advogado-geral abraçado com Lula, o bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus de Madureira, e o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP).
Samuel Ferreira lidera uma das principais vertentes evangélicas do Brasil, com 9 milhões de fieis, aproximadamente. Mesmo assim, a bancada evangélica no Congresso, bastante ligada à direita e ao bolsonarismo, ainda não decidiu se apoiará em peso Jorge Messias.

