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Política

COP30: falta de ar-condicionado transforma Blue Zone em estufa

Problemas de infraestrutura e organização desafiam participantes

COP30: falta de ar-condicionado transforma Blue Zone em estufa

Os perrengues da COP30 parecem não ter fim, e o calor amazônico segue dando o tom dos bastidores. Na Blue Zone, área oficial da conferência, faltou ar-condicionado. Quem passou por lá enfrentou horas de abafamento, tentando acompanhar as discussões sobre o futuro do planeta enquanto o clima dentro dos pavilhões lembrava, literalmente, uma estufa.

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Do lado de fora, o percurso entre as áreas do evento virou uma espécie de prova de resistência. Para ir da Green Zone à Blue Zone, é preciso andar um bom trecho até o ponto de ônibus, pegar o transporte coletivo oficial e, ao desembarcar, ainda caminhar quase 800 metros sob o sol de 30 °C. “Você sai da Green achando que vai chegar na porta, mas o ônibus te larga longe. Depois é mais uma pernada debaixo do sol”, contou um jornalista que tentava se credenciar.

Nos bastidores, o comentário é que a COP30 virou um teste de sobrevivência física e emocional. O evento que discute adaptação às mudanças climáticas tem exigido justamente isso dos participantes: adaptação.

E, como se o calor e a caminhada não bastassem, a lembrança dos dias anteriores ainda está fresca, quando faltou energia e a comida simplesmente acabou.