Centrais sindicais e movimentos de esquerda realizam atos neste 1º de maio em várias regiões do Brasil. Em São Paulo, por exemplo, a concentração foi marcada para iniciar a partir das 9h na Praça Roosevelt, após não conseguirem autorização para ocupar a Avenida Paulista.
As manifestações têm como principais pautas a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a regulamentação do trabalho por aplicativos, a ampliação de direitos trabalhistas e o fim da jornada 6×1, além de reivindicações como combate ao feminicídio e redução da taxa de juros.
Concentração ocorre fora da Paulista após disputa por espaço
Segundo o Estadão, os atos da esquerda foram deslocados para a região central após a Avenida Paulista ser autorizada para outro grupo.
A principal concentração ocorre na Praça Roosevelt, reunindo organizações como Intersindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e o movimento Vida Além do Trabalho (VAT).
As mobilizações também contam com a presença de lideranças políticas e parlamentares que participam dos atos como forma de articulação em ano eleitoral.
Estão previstas participações como a da ex-ministra Marina Silva, da deputada Erika Hilton e do deputado Orlando Silva.
Eventos são distribuídos em diferentes regiões
De acordo com a CBN, o formato das manifestações em 2026 é descentralizado, com diversos encontros simultâneos em pontos distintos de São Paulo.
Entre os locais estão a Praça da República, com atividades a partir das 10h, e o bairro da Liberdade, onde centrais sindicais organizam atos específicos.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) realiza atividades na região metropolitana, incluindo São Bernardo do Campo, com programação que envolve apresentações culturais e participação de trabalhadores organizados. Já a Força Sindical promove eventos tanto na capital quanto em municípios próximos.
No ato do bairro da Liberdade, são esperadas autoridades como o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e a ex-ministra Simone Tebet, além de outras lideranças políticas que participam das mobilizações ao longo do dia.
Propostas trabalhistas orientam mobilização
Entre os principais temas defendidos pelas centrais sindicais está o fim da jornada 6×1, que limita o descanso semanal dos trabalhadores a um dia. A proposta é apresentada como uma das prioridades no debate sobre direitos trabalhistas neste momento.
A deputada Erika Hilton participa das mobilizações como autora de proposta relacionada ao tema, que já foi discutida no Congresso Nacional. A pauta aparece associada a outras reivindicações voltadas à reorganização das condições de trabalho.
Outro ponto presente nas manifestações é a regulamentação do trabalho por aplicativos, que envolve discussões sobre garantias trabalhistas, remuneração e proteção social para trabalhadores de plataformas digitais.
Rio de Janeiro concentra ato único em Copacabana
Como divulgado pela Folha de S.Paulo, o Rio de Janeiro será a principal exceção ao formato fragmentado adotado em outras cidades, com a realização de um ato unificado na praia de Copacabana.
A mobilização está marcada para começar às 14h, no posto 5, reunindo diferentes movimentos e correntes da esquerda em um único ponto.
Brasília concentra ato com foco no Congresso
Segundo o Brasil de Fato, em Brasília, a mobilização está marcada para o Eixão do Lazer, na altura da 106 Sul, a partir das 10h.
O local é tradicionalmente utilizado para manifestações e reúne diferentes movimentos sociais e entidades sindicais.
Goiânia recebe ato em área de comércio popular
Em Goiânia, a mobilização ocorre na região da Rua 44, no setor norte ferroviário, a partir das 8h. A área concentra intensa atividade comercial e circulação de trabalhadores.
A escolha do local está associada à presença de trabalhadores do comércio e de atividades informais, que são diretamente afetados por debates sobre jornada de trabalho e condições laborais.
Belo Horizonte divide atos em mais de um ponto
Em Belo Horizonte, as mobilizações ocorrem em diferentes locais, como a Praça da Cemig, a partir das 7h, e a Praça Raul Soares, às 9h. A divisão segue o modelo adotado nacionalmente.
A realização em múltiplos pontos permite ampliar a participação de trabalhadores de diferentes regiões da cidade. A estratégia busca alcançar públicos diversos ao longo do dia.
Porto Alegre e interior ampliam presença no Sul
O ato está previsto para a Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, a partir das 10h. O espaço é utilizado com frequência para eventos públicos e manifestações.
A mobilização reúne trabalhadores e entidades sindicais em um local de grande circulação, com atividades distribuídas ao longo do dia. A escolha facilita o acesso do público.
Outras cidades do Rio Grande do Sul, como Caxias do Sul, Passo Fundo e Pelotas, também contam com programação, ampliando a abrangência regional dos atos.
Norte registra mobilizações em capitais e cidades menores
Cidades como Belém e Manaus também recebem atos neste 1º de Maio. Na capital paraense, a mobilização ocorre na Praça da República, às 9h, enquanto em Manaus está prevista para o Largo de São Sebastião, às 8h30.
Além das capitais, cidades menores, como Xapuri, no Acre, também realizam atos, ampliando a presença das mobilizações na região.
Nordeste concentra agenda ampla de manifestações
O Nordeste reúne uma agenda extensa de atos em capitais e cidades do interior. Estão previstas mobilizações em locais como Maceió, Fortaleza, Teresina, Natal e Aracaju.
Os eventos ocorrem em praças, orlas e espaços públicos, com horários distribuídos ao longo do dia. A diversidade de locais reflete a estratégia de descentralização adotada neste ano.
Além das capitais, cidades do interior, como Itamaraju, na Bahia, também participam da agenda, ampliando o alcance das manifestações em diferentes regiões.

