O Conselho de Administração dos Correios aprovou, neste sábado (29), a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões destinado a sanear as finanças e reestruturar a estatal.
A informação, divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão, indica que os recursos virão de um consórcio de bancos privados — mas a operação ainda depende de aval do Tesouro Nacional, que atuará como avalista.
Problemas de gestão por trás do cenário
O rombo da empresa resulta de problemas acumulados de gestão, corporativismo e negócios questionáveis, agravados nos últimos anos. A solução via empréstimo só se viabiliza com garantia da União, o que colide com a política fiscal do governo. Por outro lado, uma eventual quebra dos Correios representaria um dano político significativo para o PT e para o presidente Lula.

