Os dados da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta última quarta-feira (03), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrou que entre 2023 e 2024, a população do país em situação de pobreza (com rendimento domiciliar por pessoa inferior a R$ 694 por mês) recuou de 27,3% para 23,1%.
O indicador de pobreza registrou sua terceira redução anual consecutiva, marcando um declínio que se estende desde o término da pandemia de Covid-19 em 2022. O Governo Federal atribui essa diminuição à eficácia de seus programas de auxílio, como o Bolsa Família.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sustenta essa visão, calculando que, sem esses benefícios, a taxa de pobreza em 2024 teria saltado de 23,1% para 28,7%. A extrema pobreza (definida por uma renda mensal de até R$ 218) também recuou, tirando 1,9 milhão de pessoas dessa condição entre 2023 e 2024.
Principais pontos do Estudo
A Região Nordeste registrou a redução mais acentuada, com uma queda de 7,8 pontos percentuais na pobreza. A Região Sul apresentou a menor proporção de pobreza no país em 2024, alcançando 11,2%.
A condição de pobreza (renda inferior a R$ 694 mensais) afetou predominantemente as populações não brancas: pessoas pretas 25,8%, pessoas pardas 29,8%. Em contraste, a população branca registrou uma taxa de 15,1%.
Os idosos, que poderiam representar 52,2% das pessoas em situação de pobreza, corresponderam de fato a apenas 8,3% desse grupo, efeito segundo o IBGE dos benefícios previdenciários.
Em relação à ocupação, a pobreza foi mais evidente entre os trabalhadores sem carteira assinada (20,4%) e os por conta própria (16,0%).

