Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que será o nome do grupo bolsonarista para a disputa presidencial de 2026, escolha feita por Jair Bolsonaro. A confirmação, segundo informações do O Globo, trouxe de volta ao centro do debate público investigações e episódios que acompanharam a carreira do senador.
O parlamentar, visto como articulador político da família, foi alvo de questionamentos envolvendo suspeitas de desvio de salários no antigo gabinete que comandava na Assembleia Legislativa do Rio.
Atrito recente com o STF após convocação de atos
Além das apurações antigas, Flávio voltou ao noticiário após publicar um vídeo convocando a população a reagir à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. À época, ele declarou: “Você vai lutar pelo seu país ou vai assistir tudo do sofá da sua casa?”.
A fala foi mencionada pelo ministro Alexandre de Moraes ao decretar a prisão preventiva do ex-presidente. Para o ministro, o senador “incitou o desrespeito ao texto constitucional, à decisão judicial e às próprias Instituições”, o que, segundo ele, não condizia com a postura esperada de um integrante do Senado.
Caso da rachadinha volta ao debate público
A investigação mais longa envolvendo Flávio foi o suposto esquema de rachadinha. O caso ganhou corpo quando, em 2018, um relatório do Coaf identificou movimentações consideradas atípicas na conta de Fabrício Queiroz, então assessor do senador.
Promotores afirmaram que os valores seriam lavados por meio de uma loja de chocolates administrada pela família e também por compras de imóveis pagas em espécie. Centenas de depósitos foram identificados ao longo do período investigado, levando o Ministério Público, em 2020, a denunciar Flávio e outras pessoas pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.
A defesa recorreu diversas vezes e levou o processo às instâncias superiores. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça anulou a quebra de sigilo autorizada pela primeira instância, o que enfraqueceu a acusação e resultou no arquivamento.

