A direção nacional do União Brasil decidiu, nesta segunda-feira (08), retirar Celso Sabino dos quadros da legenda. A medida foi tomada por unanimidade durante uma reunião da executiva, em Brasília, segundo a CNN Brasil.
Decisão ocorre após descumprimento de orientação interna
O partido explicou que a saída foi motivada por uma representação que apontava desrespeito às regras internas, já que Sabino permaneceu no Ministério do Turismo mesmo após a sigla romper com o governo federal em setembro. Na ocasião, todos os filiados que ocupavam funções no Executivo foram orientados a deixar seus cargos em até 30 dias, sob risco de caracterizar infidelidade partidária.
A expulsão consolida a decisão do Conselho de Ética, que já havia aprovado a desfiliação em 25 de novembro. O União Brasil informou ainda que o diretório estadual no Pará será reorganizado e passará a ser comandado por uma comissão interventora.
Impasse se arrastava desde setembro
O debate sobre o futuro de Sabino começou quando a legenda oficializou o rompimento com o governo Lula. Mesmo assim, o ministro preferiu permanecer na pasta. Ele afirmou ter entregue uma carta de demissão ao presidente, mas disse que Lula pediu que continuasse, especialmente por causa das ações relacionadas à COP30, em Belém.
Por seguir no comando do Turismo, Sabino foi afastado do partido em outubro e passou a responder no Conselho de Ética. Licenciado da Câmara, onde cumpre o segundo mandato como deputado federal, ele assumiu o ministério em julho de 2023.
A saída não interfere no mandato parlamentar, conforme entendimento do Tribunal Superior Eleitoral. O ministro poderá se filiar a outro partido e avalia disputar uma vaga no Senado no próximo ano.

