Em meio a crise financeira dos Correios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (18), que a privatização da estatal não é uma opção. Segundo o chefe do Executivo, o governo tem montado uma estratégia para a restruturação da empresa.
“Enquanto eu for presidente não vai ter privatização. O que pode ter é construção de parcerias. Pode existir parceria, pode transformar a empresa em empresa de economia mista, mas privatização não vai ter”, disse Lula.
O presidente comentou que a situação atual da empresa foi influenciada por uma “gestão equivocada” e que, neste momento, estão sendo analisados possíveis caminhos para a recuperação.
Segundo apuração do G1, nos últimos meses o governo tem avaliado a criação de um aporte, por meio de transferência direta de recursos para a estatal ou empréstimo de bancos com garantia do Tesouro.
Lula também lamentou a crise financeira da empresa afirmando que “uma empresa pública não pode ser a rainha do prejuízo”. De acordo com o presidente, a chegada da ministra Esther e de Rui Costa para o levantamento da estatal representa uma tentativa de ter expertise e responsabilidade.
“Vamos tomar medidas que tivermos que tomar, mudar todos os cargos que tivermos que mudar e colocar pessoa com competência”, comentou.
Situação atual
Os Correios tem passado por um das fases mais difíceis financeiramente, que vem crescendo cada vez mais com o passar dos anos. Assim como já apontado pelo O Brasilianista, a estatal acumulou em 2024 um prejuízo de R$ 2,6 bilhões. Em 2025, a empresa pode alcançar uma dívida de de R$ 10 bilhões.
O prejuízo da estatal em 2023 foi de R$ 633 milhões, passou para R$ 2,6 bilhões em 2024. No acumulado de janeiro a setembro, os Correios registraram déficit de R$ 6 bilhões. Em 2025, a empresa pública fechar com resultado negativo de R$ 10 bilhões.

