Mais de 100 operações envolvendo empresas de data centers foram realizadas globalmente até novembro deste ano. O volume financeiro dessas transações ficou próximo de US$ 61 bilhões, superando o recorde anterior registrado em 2024.
De acordo com dados da S&P Global Market Intelligence, o levantamento considera não apenas fusões e aquisições, mas também vendas de ativos e aportes em ações. Somados, os investimentos no setor ultrapassaram o maior patamar já observado até então.
América do Norte lidera investimentos
Desde 2019, Estados Unidos e Canadá concentraram cerca de US$ 160 bilhões em negociações relacionadas a data centers. A região da Ásia-Pacífico aparece na sequência, com quase US$ 40 bilhões, enquanto a Europa soma aproximadamente US$ 24 bilhões em transações.
Segundo o levantamento, o interesse crescente reflete a necessidade de ampliar a capacidade de armazenamento e processamento de dados exigida por aplicações de inteligência artificial, como modelos generativos, automação e análise avançada de informações.
Interesse de investidores aumenta pressão por ativos
A pesquisa aponta que fundos de investimento e empresas de private equity estão entre os principais compradores. De acordo com analistas da S&P Global, esses investidores veem os data centers como ativos com perfil atrativo de retorno, o que tem reduzido a oferta de estruturas consideradas estratégicas no mercado.
Uso da IA cresce, mas acesso ainda é desigual no Brasil
Enquanto o mercado global se expande, o uso da inteligência artificial no Brasil avança de forma desigual. Segundo apurado pelo O Brasilianista, com base em dados divulgados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), a pesquisa TIC Domicílios 2025 mostra que apenas 32% dos brasileiros com acesso à internet utilizam ferramentas de IA generativa.
De acordo com o estudo, o uso é fortemente concentrado nas camadas mais altas da sociedade. Entre os usuários de IA, 69% pertencem à classe A, enquanto a classe C representa 32%, e as classes D e E somam apenas 16%.
Perfil dos usuários de inteligência artificial
De acordo com o levantamento realizado pelo Datafolha, a maioria dos usuários de IA generativa no país é formada por pessoas entre 16 e 44 anos, que correspondem a 38% do total. Ferramentas de geração de texto, como ChatGPT, Gemini e DeepSeek são utilizadas por 43% dos entrevistados.
Entre as pessoas que afirmaram nunca usar ferramentas de inteligência artificial, o desinteresse aparece como a principal razão, citado por 34% dos entrevistados. Em seguida, 24% apontaram que não conhecem bem a tecnologia, 17% relataram dificuldade para utilizá-la e 15% disseram não confiar nesse tipo de recurso.

