A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal anulou parte das provas usadas para acusar Gladson Cameli de corrupção. O julgamento estava sendo feito no plenário virtual do STF e terminou na sexta-feira (19).
O argumento que prevaleceu foi o do ministro André Mendonça. Ele foi acompanhado por Dias Toffoli, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Edson Fachin ficou vencido. Mendonça entende que as provas colhidas pela Polícia Federal entre 25 de maio de 2020 e 12 de maio de 2021 devem ser descartadas por terem sido colhidas ilegalmente.
A defesa de Cameli afirmou ao STF que a PF, mesmo após interceptar uma conversa entre dois investigados onde é mencionada a participação de Cameli no suposto esquema de corrupção, continuou a investigação, quando deveria ter notificado o Superior Tribunal de Justiça, corte responsável por julgar governadores.
O julgamento do STF afetou a ação penal contra Cameli que tramita no Superior Tribunal de Justiça. Na quarta-feira (17), a relatora do caso no STJ, ministra Nancy Andrighi, votou para condenar Cameli a 25 anos de prisão. A análise do caso foi suspensa após o voto de Andrighi.

