A oposição no Congresso Nacional decidiu avançar com um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa tem como base a suspeita de que o magistrado teria atuado em favor do Banco Master junto ao Banco Central.
Além do pedido de impeachment, parlamentares também passaram a discutir a apresentação de um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso. A movimentação ganhou força após a divulgação das informações no início da semana.
A estratégia da oposição é usar o período de recesso parlamentar para ampliar o apoio à proposta. A expectativa é reunir assinaturas tanto na Câmara quanto no Senado, antes do retorno das atividades legislativas.
Atuação junto ao Banco Central entra no foco
As articulações começaram após vir à tona a informação de que Alexandre de Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de interesses do Banco Master, instituição comandada por Daniel Vorcaro. Segundo a CNN Brasil, o contato ocorreu enquanto o banqueiro mantinha vínculo profissional com a família do ministro.
Daniel Vorcaro contratou Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, para atuar como advogada. O vínculo levantou questionamentos entre parlamentares sobre possível conflito de interesses envolvendo a atuação do magistrado.
O deputado federal Marcel Van Hattem, do Novo do Rio Grande do Sul, afirmou que a oposição pretende intensificar a coleta de assinaturas durante o recesso. Ele disse: “Vamos aproveitar o fato de ter o recesso pela frente para buscar o máximo de assinaturas de deputados e senadores para esse pedido de impeachment e tendo em vista esse fato novo”.
CPI também é avaliada no Senado
Além do impeachment, a oposição avalia envolver a sociedade civil no processo. Van Hattem também declarou: “Também estamos avaliando abaixo-assinado para que a sociedade possa assinar também”.
No Senado, a possibilidade de abertura de uma CPI está sob análise do senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe. A investigação teria como objetivo esclarecer as circunstâncias do contato entre o ministro do STF e a presidência do Banco Central.

