O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) passou por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral na tarde da última quinta-feira (25), em Brasília. A intervenção foi realizada no Hospital DF Star depois da autorização concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
De acordo com a equipe responsável, o procedimento seguiu o planejamento médico e não apresentou intercorrências. Ao final da operação, Bolsonaro foi encaminhado ao quarto, onde permanece sob observação clínica. A cirurgia teve duração aproximada de 3 horas e 30 minutos e envolveu o reforço da parede abdominal com colocação de uma tela sintética. As informações são do portal G1.
“O presidente tinha uma hérnia do tipo mista, direta e indireta e foi corrigida”, explicou o médico cirurgião Cláudio Birolini.
Nos próximos dias, os cuidados se concentram no controle da dor, fisioterapia motora e medidas preventivas contra trombose. A estimativa de recuperação inicial varia entre cinco e sete dias.
Médicos que acompanham o ex-presidente também reavaliam um procedimento adicional relacionado a crises recorrentes de soluços, associado a inflamações no trato digestivo, que pode ser realizado na próxima semana, a depender da resposta ao tratamento medicamentoso.
Histórico de saúde do ex-presidente
Segundo o site O Povo, desde o atentado sofrido em 2018, Bolsonaro passou por múltiplas cirurgias, sobretudo abdominais, que deixaram aderências internas e cicatrizes externas. Em 2025, ele apresentou episódios frequentes de soluços persistentes e recebeu diagnóstico de câncer de pele em setembro.
Para os médicos, o histórico de intervenções sucessivas aumenta o risco de alterações no trânsito intestinal e exige acompanhamento contínuo, inclusive com atenção nutricional e metabólica.
O quadro clínico pode influenciar a pena?
A defesa sustenta que as condições de saúde demandam monitoramento constante e acesso rápido a atendimento especializado.
Para especialistas da CNN, entre as possibilidades analisadas no âmbito judicial estão a manutenção da custódia em condições especiais, como prisão domiciliar, a avaliação de espaços previstos em lei para autoridades ou, alternativamente, a permanência em estabelecimento prisional comum com adaptações médicas.
A Primeira Turma do STF discute o tema em sessão convocada para a próxima semana, quando será examinada a situação da prisão.
Como apurado pelo O Brasilianista, o primeiro condenado da trama golpista a ser encaminhado à prisão domiciliar foi Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, diagnosticado com Alzheimer.

