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Economia

Veja quais moedas tiveram melhor e pior desempenho em 2025

O real brasileiro apresentou valorização de cerca de 12,4% em relação ao dólar

Veja quais moedas tiveram melhor e pior desempenho em 2025

Análise mostra que o desempenho anual do dólar americano demonstrou um cenário preocupante com forte queda. A moeda está na cesta contra a qual é comparada no índice dólar (DYX), bem como aparece como um dos piores câmbios de 2025.

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Comparadas com o dólar dos Estados Unidos, alguns países aparecem em destaque pelo crescimento. Entre eles estão a Rússia, com aumento de 37,27%, a Suécia que apresentou elevação de 18,60%, o México, com 15,35% a mais de desempenho, e Colômbia, que finalizou o ano com aumento de 14,61%, segundo dados da Consultoria Elos Ayta para o InfoMoney.

Já o real brasileiro apresentou valorização de cerca de 12,4% em relação ao dólar. Esse movimento reflete tanto o enfraquecimento global da moeda americana quanto outros fatores domésticos. O peso argentino teve queda de 28,72%, ficando entre as moedas mais desvalorizadas do ano.

O economista e CEO da Oz Câmbio, Rodrigo Xavier, afirma que o resultado pode ser explicado pela recomposição dos termos de troca. “Esse movimento pode ser explicado por uma combinação de fatores: a recomposição dos termos de troca, especialmente via commodities, juros reais ainda elevados, fluxo externo em busca de yield e um enfraquecimento estrutural do dólar ao longo de 2025”, afirma Rodrigo Xavier, economista e CEO da Oz Câmbio.

Além disso, o especialista pontua que no caso do rublo russo, que lidera as valorizações no ano, o avanço pode ser artificial. Isso ocorre apesar dos controles de capitais rígidos da Rússia, das sanções internacionais e das restrições à circulação de capital impostas à Rússia, fatores que acabam distorcendo a formação de preço da moeda.

“O desempenho relativamente positivo do real está diretamente ligado ao diferencial de juros e à entrada de capital estrangeiro no país, no conhecido movimento de carry trade. Com a taxa de juros no Brasil ainda muito elevada e os juros nos Estados Unidos em trajetória de queda, a tendência é que esses dólares entrem para a economia brasileira”, afirma Xavier.

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