Levantamento do Banco Central (BC) aponta que, de janeiro a novembro deste ano, as estatais federais acumularam rombo recorde de R$ 6,3 bilhões. Os Correios, uma das empresas que enfrenta uma difícil crise financeira, precisarão de cerca de R$ 8 bilhões em 2026 para recuperação.
Segundo a análise, as estatais federais vêm apresentando saldo negativo há cerca de cinco anos. No acumulado até novembro de 2024, as estatais apresentaram déficit de R$ 6 bilhões. Em 2023, os resultados mostraram déficit de R$ 343 milhões. Durante os anos de 2022 e 2021, o saldo negativo foi de R$ 4,5 bilhões e R$ 3,2 bilhões, respectivamente.
Uma das justificativas do poder público é que o aumento do saldo negativo é motivado, de certa forma, pelo aumento dos investimentos feitos pelas empresas. De acordo com o G1, a comparação teve início em 2009, quando o cálculo mudou para desconsiderar grandes empresas federais como Petrobras e Eletrobras.
Recuperação dos Correios
Em entrevista, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que as estratégias para a recuperação da estatal e formas de arrecadação ainda estão sendo estudadas. Contudo, ele adiantou que a captação de dinheiro poderá ser alcançada através de aportes de verbas públicas do Tesouro Nacional, bem como por meio de um novo empréstimo.
Segundo o G1, a empresa havia tentado fazer um empréstimo de R$ 20 bilhões. Contudo, a ação foi impedida pelo Tesouro Nacional, sob a justificativa da alta taxa de juros que havia sido proposta. Apesar disso, neste mês, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões.

