Paulo Gonet, o procurador-geral da República, afirmou em nota que não encontrou lastro concreto nas suspeitas de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teria pressionando o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a fiscalizar o Banco Master.
Reportagens publicadas pelo O Globo e Estadão revelaram que, em apenas um dia, o ministro ligou seis vezes para Galípolo para tratar do tema.
Por sua vez, Moraes disse que conversou com o presidente do BC sobre aplicação de sanções financeiras pelos Estados Unidos — vale lembrar que ele foi sancionado pela Lei Magnitsky em agosto deste ano.
Já em relação ao contrato de R$ 129 milhões firmado entre Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, Gonet alegou que não identificou indícios de ilegalidade e arquivou o pedido de investigação.
Como as informações foram veiculadas pela imprensa com sigilo da fonte, o PGR indicou que esse fato dificulta a apuração dessa suposta pressão de Moraes sobre o Master.

