O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, suspendeu por 90 dias do pagamento de precatórios devidos pelos Correios. O ministro também autorizou o parcelamento desses pagamentos em nove meses.
A suspensão vale desde quinta-feira (1º), para os precatórios trabalhistas inscritos até 2 de abril de 2024 e com pagamento previsto até 31 de dezembro de 2025. As parcelas mensais começarão ser pagas em abril deste ano e deve ser totalmente quitadas até 31 de dezembro.
A decisão divulgada em 31 de dezembro atende a pedido da estatal e da Advocacia-Geral da União (AGU), e integra as ações do plano de recuperação dos Correios.
O presidente do TST considerou em sua decisão o acordo firmado pelos Correios junto à corte trabalhista, em que a companhia desisitiu de quase 3,8 mil recursos apresentados ao tribunal. Segundo Mello Filho, essa desistência é um dos motivos para o o aumento de precatórios devidos pela empresa.
Crise
O adiamento no pagamento dos precatórios devidos pelos Correios é mais um capítulo da crise vivida pela estatal. A companhia teve que tomar empréstimo de R$ 12 bilhões junto a bancos privados e ainda precisa de mais R$ 8 bilhões para fechar o caixa.
A crise financeira foi ainda mais agravada pela greve dos funcionários da companhia, iniciada em 16 de dezembro e encerrada na quarta-feira (31), após decisão do TST.

