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Política

Quem é Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, alvo de ordem de prisão do STF?

O intérprete iniciou sua trajetória política em 2014, após conhecer o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pela internet

Quem é Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, alvo de ordem de prisão do STF?

Condenado a mais de 21 anos de prisão por envolvimento no núcleo 2 da trama golpista, Filipe Martins, ex-assessor de Jair Messias Bolsonaro (PL), cumpria prisão domiciliar até a manhã desta sexta-feira (02), quando foi preso por descumprir uma medida cautelar do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Preso desde 27 de dezembro, Filipe Martins descumpriu uma medida cautelar ao entrar em seu perfil no LinkedIn, no dia 29 de dezembro, descumprindo a decisão do ministro Alexandre de Moraes quee o proibia de utilizar redes sociais. Em nota enviada ao G1, a defesa do ex-assessor acusa a medida de ser uma prática de vingança, além de sugerir que houve vontade pessoal de Moraes para prender o acusado.

Trajetória: de intérprete a assessor internacional

Segundo informações do Estadão, Filipe Martins, 38, afirma ser formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB), bem como ter cursado Diplomacia e Defesa na Escola Superior de Guerra. Antes de chegar à política, Martins diz ter trabalhado como intérprete e tradutor.

A caminhada até chegar ao cargo de assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República teve início em 2014 após conhecer o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pela internet. A aproximação com a família Bolsonaro foi instantânea, o que fez com que ele passasse a caminhar pela política.

Em 2019, Martins assumiu o cargo de assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República depois de ter trabalhado com o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Além disso, Martins afirma ter sido assessor econômico na Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e professor em um curso preparatório para concursos públicos.

Caso de supremacia

A participação na chamada trama golpista não foi a única acusação que recaiu sobre Filipe Martins. O ex-assessor teve um processo aberto, em 2021, onde foi acusado de racismo. Na ocasião, Martins fez um gesto classificado pela Justiça como o mesmo utilizado por supremacistas brancos dentro do Senado, que acreditavam que a sua cor os fazia superiores a outras pessoas.

Apesar de ter sido absolvido na primeira instância, a decisão foi recorrida pelo Ministério Público Federal (MPF). Em novembro de 2023, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região derrubou a absolvição e o ex-assessor voltou a ser investigado por suposta apologia ao movimento supremacista.

A Justiça Federal em Brasília decidiu, em dezembro de 2024, pela condenação de dois anos e quatro meses de reclusão, que foi convertida em prestação de serviços comunitários, além de multas que somam R$ 52 mil por racismo. A defesa de Martins alegou que o movimento classificado como supremacia era apenas um gesto para arrumar o terno.

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