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Geopolítica

Filho de Maduro chama apoiadores às ruas após ação dos EUA

Mobilização chavista ocorre enquanto Washington admite nova ofensiva

Filho de Maduro chama apoiadores às ruas após ação dos EUA

No último domingo (04), Nicolás Ernesto Maduro, filho do ex-presidente Nicolás Maduro, convocou manifestações em diferentes cidades do país e afirmou que o grupo não pretende demonstrar recuo diante da ofensiva conduzida por Washington.

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Em mensagens direcionadas a militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela e a movimentos sociais, ele defendeu a mobilização contínua nas ruas como forma de manter pressão política.

Segundo o discurso, a estratégia busca sustentar a base chavista ativa enquanto Maduro permanece detido fora do país. As informações são do InfoMoney.

Mobilização e discurso político

De acordo com declarações reproduzidas por meios oficiais venezuelanos, o foco das manifestações será a defesa da chamada “dignidade nacional” e da herança política de Hugo Chávez.

O filho de Maduro afirmou que a captura do pai não representa o fim do projeto chavista e sinalizou que o grupo pretende trabalhar politicamente para que o ex-presidente retorne ao país.

A convocação ocorre após protestos organizados nos últimos dias contra a presença militar americana e reforça a tentativa de demonstrar coesão interna, mesmo diante da mudança abrupta no comando do Executivo.

Prisão de Maduro e acusações nos EUA

Como noticiado pelo O Brasilianista, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados na madrugada de sábado (03) e levados para Nova Iorque. Ambos devem comparecer ao Tribunal Distrital Federal de Manhattan para responder a acusações apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos.

Segundo a Procuradora-Geral norte-americana, Pamela Bondi, o ex-presidente venezuelano foi indiciado por crimes como conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e posse ilegal de armas.

As autoridades americanas alegam ligação de Maduro com o chamado “Cartel de los Soles”, apontado como organização criminosa atuante no tráfico de drogas.

Governo interino e pedido de diálogo

Após a retirada forçada de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando interino do país, com respaldo das Forças Armadas e autorização do Supremo venezuelano.

Um dia depois da operação, Delcy enviou carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, propondo diálogo direto e uma “agenda de cooperação”.

Segundo O Brasilianista, a presidente interina pediu o fim das hostilidades e defendeu que qualquer relação bilateral respeite a soberania e o direito internacional, num cenário marcado por sanções econômicas e acusações criminais.

Discurso de Washington e alerta da ONU

Mesmo diante do apelo diplomático, Trump declarou que não descarta uma nova intervenção militar, caso considere necessário.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos não pretendem governar a Venezuela, mas utilizarão instrumentos econômicos, como restrições ao setor de petróleo, para pressionar o país.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, alertou que a operação pode gerar consequências graves para a estabilidade da América do Sul, reforçando o debate internacional sobre limites de intervenções externas.

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