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Geopolítica

Conheçam nomes que assumem espaço no poder venezuelano após a prisão de Nicolás Maduro

A detenção do ex-presidente intensificou disputas internas e ampliou a influência de figuras centrais do regime

Conheçam nomes que assumem espaço no poder venezuelano após a prisão de Nicolás Maduro

A prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, no último sábado (03), abriu uma fase de incerteza na Venezuela. A ação, descrita como um ataque de grande escala, retirou do centro do poder um presidente que concentrava decisões políticas, militares e econômicas. Segundo o G1, o cenário atual levanta dúvidas sobre a capacidade do governo de manter estabilidade sem a figura que comandava diretamente o regime.

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Mesmo com a vice-presidente Delcy Rodríguez à frente do país de forma interina, o futuro segue indefinido. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em diferentes ocasiões que Washington pode assumir um papel de governo provisório, o que amplia a tensão política e diplomática.

Com Maduro fora de cena, nomes já conhecidos do chavismo ganham ainda mais relevância e passam a ser observados como peças-chave na condução do país.

Delcy Rodríguez

Delcy Rodríguez acumulava, até poucos dias atrás, a Vice-Presidência e o Ministério do Petróleo. Essa dupla função a colocou no centro das decisões econômicas de um país que concentra mais de 18% das reservas mundiais de petróleo.

Integrante histórica do chavismo, Delcy iniciou sua trajetória política ainda no governo de Hugo Chávez, em cargos técnicos. Com a chegada de Maduro ao poder, passou por ministérios estratégicos e pela diplomacia, consolidando influência dentro do Executivo.

Diosdado Cabello

Ministro do Interior e da Justiça desde 2024, Diosdado Cabello controla áreas sensíveis da segurança, incluindo setores de Inteligência e grupos armados ligados ao regime. Aliado antigo de Chávez, também ganhou visibilidade como apresentador do programa semanal Con el Mazo Dando, exibido pela TV estatal.

Cabello é alvo de sanções dos Estados Unidos desde 2018. Considerado o número dois do regime, passou a ter recompensa milionária por sua captura, que neste ano chegou a US$ 25 milhões. Ele nega todas as acusações.

Vladimir Padrino López

Vladimir Padrino López é apontado como o principal sustentáculo militar do governo. Ministro da Defesa e comandante-chefe das Forças Armadas, ocupa o cargo há cerca de dez anos e também era responsável pela segurança direta de Maduro.

Durante esse período, os militares ampliaram participação no governo. Hoje, mais de um terço do gabinete é composto por integrantes das Forças Armadas da ativa ou da reserva. Assim como outros nomes do regime, Padrino também é alvo de recompensa oferecida pelo governo americano.

Jorge Rodríguez

Presidente da Assembleia Nacional desde 2021, Jorge Rodríguez atua como articulador político do chavismo. Irmão de Delcy Rodríguez, ele teve papel central na condução de votações estratégicas no Parlamento.

Em dezembro, presidiu a aprovação de uma lei contra pirataria e bloqueios navais, em meio à apreensão de petroleiros venezuelanos pelos EUA. Também foi prefeito de Caracas por nove anos e coordenou a campanha de Maduro na eleição presidencial de 2024, marcada por acusações de fraude.

Tarek William Saab

Nomeado procurador-geral em 2017 pela Assembleia Constituinte, Tarek William Saab tornou-se um dos principais defensores institucionais de Maduro. Ele atuou na legitimação da reeleição do presidente e iniciou investigações contra líderes da oposição.

Após ataques dos Estados Unidos a embarcações no Caribe, Saab solicitou intervenção da ONU e classificou as ações como “crimes contra a humanidade”. Em entrevista à BBC, afirmou que Trump pretende transformar a Venezuela em uma “colônia” dos Estados Unidos.

Caryslia Rodríguez

Presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, Caryslia Rodríguez é filiada ao PSUV e aliada direta do chavismo. Ela teve atuação decisiva no processo eleitoral de 2024.

Foi responsável por suspender as primárias da oposição, impedir María Corina Machado de disputar cargos públicos e validar a vitória de Maduro sem a apresentação das atas de votação. Antes do Judiciário, exerceu cargos no Legislativo municipal e foi prefeita interina de Caracas.

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