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Geopolítica

Trump considera uso das Forças Armadas para adquirir a Groenlândia

As possibilidades de aquisição envolvem a compra do território pelos EUA ou um acordo de Livre Associação com a região

Trump considera uso das Forças Armadas para adquirir a Groenlândia

Em comunicado divulgado na última terça-feira (06), a Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda diferentes estratégias para adquirir a Groenlândia. Segundo o aviso, Trump não descarta o uso das Forças Armadas americanas para alcançar esse objetivo.

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“O presidente e sua equipe estão debatendo várias opções para alcançar esse importante objetivo da política externa e, evidentemente, o recurso ao Exército dos Estados Unidos é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe”, disse um funcionário da Casa Branca.

Adversários no Ártico

A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump colocou como prioridade a obtenção do país semiautônomo da Dinamarca, sob a justificativa de que os EUA precisam dela para a segurança nacional e assim “dissuadir adversários na região do Ártico”. Além disso, Trump pode estar interessado nas terras raras, presentes no país.

Segundo informações da Reuters, as possibilidades de adquirir o país de forma amigável envolvem a compra do território por parte dos Estados Unidos ou um acordo que estabeleceria um Pacto de Livre Associação com a região.

“A diplomacia é sempre a primeira opção do presidente em qualquer assunto, assim como a negociação. Ele adora acordos. Portanto, se um bom acordo puder ser fechado para adquirir a Groenlândia, esse seria definitivamente seu primeiro instinto”, disse o funcionário.

Ameaças

Como já noticiado por O Brasilianista, após ficar meses sem falar sobre a Groenlândia, o presidente norte-americano voltou a ameaçar o país, entusiasmado pelo considerado sucesso da apreensão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no último sábado (03). Além da Groenlândia, nesta última semana, receberam recados também a Colômbia e Cuba.

Em resposta, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, demonstrou ser crítico aos projetos do norte-americano, de acordo com informações do InfoMoney. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que a população da Groenlândia se manifestou contra uma anexação pelos EUA.

Em declaração assinada em conjunto por França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido, os líderes reforçaram que “a decisão cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que dizem respeito ao país”.

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