Após firmar acordo para o envio de cerca de 50 milhões de barris de petróleo para os Estados Unidos, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, promoveu mudanças de reestruturação na economia e na segurança. Com o novo cenário, o governo também estabeleceu metas voltadas à estabilização econômica.
Na última terça-feira (06), um dia após ter assumido a presidência interina do país sul-americano, Delcy Rodríguez entregou o cargo de chefe da Guarda de Honra Presidencial e da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) para o general Gustavo González López.
Além disso, a presidente nomeou Calixto Ortega para a vice-presidência da Economia, cargo que era acumulado por Rodríguez antes da saída de Nicolás Maduro. Segundo informações do InfoMoney, Ortega assume a função após ter passado pelo comando do Banco Central do país, além de ter ocupado cargos diplomáticos e financeiros da Venezuela.
De acordo com Delcy Rodríguez, a nomeação de Calixto Ortega tem o intuito de incentivar a produção nacional e a soberania alimentar.
Entre as reformulações das metas na economia, o governo da Venezuela estabeleceu o objetivo de manter os resultados de 2025, mas avançar, ao citar a estimativa de crescimento de 6,5% da Cepal para o último ano.
O novo chefe da Guarda
Apesar da nomeação, Gustavo González López, que assume o lugar do general Javier Marcano Tábata, é acusado e sofre sanções dos Estados Unidos e da União Europeia por violações de direitos humanos e de vigilância de opositores políticos.
Antes de chegar ao cargo, o general ficou à frente da inteligência da Venezuela, como diretor, em 2024, mas foi retirado pouco tempo depois por Nicolás Maduro. No mesmo ano, ele passou a trabalhar com Rodríguez como chefe de assuntos estratégicos e de controle na estatal petrolífera PDVSA.
Interesse no petróleo
A venezuelana Delcy Rodríguez assumiu a cadeira da presidência após a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, no último fim de semana, a mando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Alguns dias após a prisão do presidente da Venezuela, Trump comunicou por meio das redes sociais que o governo interino do país aceitou o acordo de enviar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” aos EUA.
“Esse petróleo será vendido a preço de mercado, e o dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, disse em publicação nas redes sociais.

