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Geopolítica

EUA detalham plano de três etapas para redesenhar a Venezuela após captura de Maduro

Estratégia apresentada no Congresso prevê controle econômico inicial e reabertura gradual do mercado

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O governo dos Estados Unidos apresentou ao Congresso um plano estruturado em três fases para conduzir a Venezuela após a retirada de Nicolás Maduro do poder.

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A proposta foi detalhada pelo secretário de Estado Marco Rubio, poucos dias depois da captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e da transferência do casal para Nova York, onde ambos enfrentam acusações na Justiça americana.

Segundo Rubio, o plano tem como objetivo evitar instabilidade institucional, reorganizar a economia venezuelana e conduzir o país a um novo arranjo político.

A apresentação ocorreu no Congresso dos Estados Unidos, em meio a forte atenção internacional. As informações são do G1.

O que significam as três fases do plano?

1º – Estabilização

A primeira fase busca impedir que a Venezuela entre em desordem administrativa, econômica ou social após a saída de Maduro. Rubio explicou que os EUA impuseram uma espécie de “quarentena econômica” ao país.

Isso significa restringir a circulação internacional de recursos estratégicos, principalmente o petróleo. Petroleiros suspeitos de burlar sanções passaram a ser apreendidos em alto-mar, incluindo embarcações sob bandeira estrangeira.

Como parte desse processo, Washington anunciou que vai assumir o controle de 30 a 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, atualmente retidos por causa de sanções.

Esse volume será vendido no mercado internacional a preços de referência, e o dinheiro ficará sob gestão americana.

De acordo com o secretário, o objetivo declarado é impedir que esses recursos sejam desviados por redes de corrupção ou por antigos grupos ligados ao chavismo.

O papel do petróleo nessa fase

Como informado pelo O Brasilianista, a Venezuela possui a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, estimada em cerca de 303 bilhões de barris, mas enfrenta queda contínua na produção desde os anos 2000 devido à falta de investimentos e à deterioração da infraestrutura.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que Washington pretende supervisionar diretamente a comercialização do petróleo venezuelano, incluindo a venda da produção futura.

2º – Recuperação

A segunda fase envolve a reinserção da Venezuela no mercado global. Segundo Rubio, empresas americanas e de outros países poderão acessar o mercado venezuelano “em condições justas”.

A ideia, segundo autoridades americanas, é permitir investimentos privados para reconstruir a indústria petrolífera e outros setores da economia.

Segundo o G1, especialistas, no entanto, alertam que esse processo tende a ser lento, pois projetos desse porte costumam levar anos para gerar resultados concretos.

Além da economia, Rubio mencionou a criação de um processo de reconciliação nacional, que incluiria:

  • Anistia a integrantes da oposição;
  • Libertação de presos políticos;
  • Retorno de exilados;
  • Reorganização da sociedade civil.

3º – Transição

A fase final, embora o governo americano evite, por ora, falar sobre são as eleições.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o país precisará de um período de tutela política antes de retomar plenamente processos eleitorais. Segundo ele, “não há condições imediatas para uma eleição”.

Nesse contexto, Washington decidiu apoiar a vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país de forma interina após a captura de Maduro.

Trump descartou apoio à líder opositora María Corina Machado, alegando que ela não teria respaldo político suficiente para governar neste momento.

Tensões internacionais e reações

Como apurado pelo O Brasilianista, a apreensão de petroleiros ligados ao petróleo venezuelano elevou a tensão diplomática entre os Estados Unidos e a Rússia, que acusou Washington de violar normas do direito marítimo internacional.

A Casa Branca, por sua vez, sustenta que as operações seguem regras internacionais ao combater violações de sanções.

Governo interino em Caracas

Após a operação que resultou na prisão de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu a Presidência por um período inicial de 90 dias, conforme decisão da Suprema Corte venezuelana, com possibilidade de prorrogação.

Rodríguez tomou posse diante da Assembleia Nacional, presidida por seu irmão, Jorge Rodríguez, mantendo a estrutura institucional do regime enquanto o plano americano avança.

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