Donald Trump assinou, na última quarta-feira (07), uma proclamação que determina a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais. A decisão envolve tanto entidades ligadas às Nações Unidas quanto organismos independentes e marca uma nova etapa da política externa norte-americana.
Ao todo, a saída alcança 35 organizações que não integram a ONU e outras 31 vinculadas ao sistema das Nações Unidas. O governo norte-americano sustenta que essas instituições deixaram de atender aos interesses do país e não justificam mais o envolvimento financeiro dos contribuintes.
Segundo a CNN Brasil, a Casa Branca informou que as organizações afetadas “não servem mais aos interesses americanos” e reforçou que a medida busca redirecionar recursos públicos para áreas consideradas prioritárias pelo governo.
Documento oficial foi retirado do ar
Uma ficha informativa relacionada ao decreto chegou a ser publicada no site oficial da Casa Branca, mas ficou disponível por pouco tempo. O documento não detalhava quais organizações seriam atingidas pela decisão e acabou sendo removido sem explicação pública.
Mesmo fora do ar, o conteúdo foi analisado por jornalistas a partir de um arquivamento prévio. No texto, o governo afirma que “essas saídas encerrarão o financiamento e o envolvimento do contribuinte americano em entidades que promovem agendas globalistas em detrimento das prioridades dos EUA, ou que abordam questões importantes de forma ineficiente ou ineficaz, de modo que o dinheiro do contribuinte americano seja melhor alocado de outras maneiras para apoiar as missões relevantes”.
A Casa Branca não respondeu aos questionamentos sobre o motivo da retirada da ficha informativa nem sobre a divulgação posterior da lista completa das organizações.
Histórico de críticas a organismos multilaterais
A decisão não é isolada dentro da trajetória política de Trump. Desde o início de sua atuação nacional, o presidente adota um discurso crítico em relação a organismos internacionais, especialmente aqueles ligados à governança global.
Em gestões anteriores, os Estados Unidos já haviam se afastado de instituições como a Organização Mundial da Saúde. A nova proclamação amplia essa estratégia e reforça a posição do governo contra estruturas multilaterais consideradas pouco eficientes ou desalinhadas às prioridades nacionais.

