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Economia

O que é o acordo Mercosul-União Europeia e para que ele serve?

Tratado cria regras para facilitar comércio, investimentos e serviços entre os blocos

Acordo Mercosul–UE: um passo histórico na mesa dos embaixadores

O acordo entre Mercosul e União Europeia é um tratado internacional de livre-comércio que define como os países dos dois blocos vão negociar entre si nas próximas décadas.

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Ele estabelece regras para reduzir impostos, simplificar burocracias e dar mais segurança jurídica às empresas que compram, vendem ou investem fora de seus países de origem.

O acordo cria um grande mercado integrado envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas, conectando economias da América do Sul e da Europa sob normas comuns. As informações são do portal InfoMoney.

O que significa “livre-comércio” nesse acordo?

Livre-comércio não quer dizer ausência total de impostos ou regras. Significa que os países concordam em reduzir barreiras ao comércio, principalmente tarifas de importação, de forma gradual e organizada.

Hoje, muitos produtos brasileiros pagam impostos elevados para entrar na Europa, e bens europeus enfrentam taxas altas ao chegar ao Mercosul. O acordo cria um cronograma para diminuir esses custos, tornando os produtos mais competitivos.

Para que serve o acordo Mercosul–UE?

O tratado tem três objetivos centrais:

Facilitar o comércio: reduzir impostos, padronizar regras técnicas e simplifica processos alfandegários, diminuindo tempo e custo para exportar e importar.

Aumentar previsibilidade: empresas passam a operar com regras mais estáveis, o que reduz riscos e estimula investimentos de longo prazo.

Integrar economias: o acordo incentiva a participação do Brasil em cadeias globais de produção, indo além da venda de produtos básicos.

Por que o acordo é importante para o Brasil?

O Brasil já negocia com a União Europeia, mas enfrenta tarifas elevadas e exigências técnicas complexas. Com o acordo, produtos brasileiros passam a competir em condições mais favoráveis em um mercado de alto poder de compra.

Além disso, o tratado ajuda o país a diversificar parceiros comerciais, reduzindo dependência de poucos mercados e ampliando alternativas para exportadores.

Segundo a Comissão Europeia, cerca de 91% do comércio entre os blocos terá tarifas reduzidas ou eliminadas ao longo do tempo.

Produtos que tendem a ganhar espaço:

  • carne bovina e de frango;
  • café e suco de laranja;
  • açúcar e etanol;
  • produtos florestais.

Segundo o G1, embora o agro seja o mais citado, o tratado também trata de: serviços (financeiros, transporte, telecomunicações); indústria e manufatura; investimentos, com menos discriminação regulatória; compras públicas, permitindo que empresas brasileiras disputem licitações na Europa.

O acordo também dedica um capítulo específico às pequenas e médias empresas. A ideia é facilitar o acesso à informação, reduzir burocracias e tornar regras mais claras.

Empresas menores costumam sofrer mais com exigências técnicas e custos de exportação. O tratado tenta diminuir esse descompasso.

Por que o acordo demorou 26 anos?

As negociações começaram em 1999 e avançaram lentamente por conflitos de interesse. Países europeus buscaram proteger seus agricultores, enquanto o Mercosul pressionou por maior abertura industrial.

Nos últimos anos, entraram no texto exigências ambientais, sanitárias e trabalhistas, o que aumentou a complexidade do acordo.

O tratado prevê mecanismos de defesa para a União Europeia. Se importações do Mercosul crescerem muito rápido ou com preços muito baixos, o bloco pode:

  • abrir investigações;
  • suspender temporariamente benefícios;
  • reintroduzir tarifas em setores sensíveis.
  • Essas cláusulas foram decisivas para destravar o aval político.

O texto recebeu aprovação política, mas ainda precisa:

  • ser assinado formalmente;
  • passar pelo Parlamento Europeu;
  • em alguns pontos, ser ratificado pelos parlamentos nacionais da UE.

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