Durante 2025, empresas brasileiras pediram recuperação extrajudicial 68 vezes de acordo com dados do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (OBRE). As informações são da Exame.
Esse é o novo recorde de pedidos de regulação em falências, visto que ultrapassou o número de solicitações do ano anterior, quando 62 empresas entraram em recuperação extrajudicial.
O mecanismo é utilizado para negociar dívidas diretamente com credores, evitando o envolvimento judicial, o que acelera o processo e diminui custos.
Em 2025, foram R$ 15,6 bilhões em dívidas negociadas, uma queda expressiva frente aos R$ 39,7 bilhões registrados em 2024.
Empresas de comércio e serviços foram as que mais se aliaram ao recurso, representando 31,16% dos casos cada. Em seguida, aparece indústria (13,49%) e agropecuária e pesca (13,02%). Por fim, holdings fizeram 9,30% dos pedidos, e o setor de construção civil, representou 1,86%.
Principais pedidos de recuperação extrajudicial de 2025
Segundo a Exame, as principais empresas que solicitaram recuperação extrajudicial em 2025 foram:
- Grupo Rio Alto: R$ 2,95 bilhões
- Grupo Lavoro Agro: R$ 2,55 bilhões
- Araguaia Níquel Metais: R$ 2,45 bilhões
- Belagrícola Paraná: R$ 2,2 bilhões
- Grupo Two Square: R$ 788,4 milhões
- Grupo Rech: R$ 673,7 milhões
- Grupo St. Marche: R$ 528,4 milhões
- Amaro: R$ 410,2 milhões
- Waterford: R$ 220,6 milhões
- Grupo Stemac: R$ 201,5 milhões

