A Casa Branca recebe, nesta quarta-feira (14), o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e a ministra da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, para uma reunião com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O encontro é motivado pelas últimas declarações de Donald Trump sobre a possível aquisição da Groenlândia.
Segundo informações do Uol, Lars Lokke Rasmussen afirmou que, em meio as ameaças de Trump, é preciso levar as deliberações sobre o assunto para a sala de reuniões. “Nosso motivo para buscar a reunião que nos foi concedida agora foi levar toda essa discussão para uma sala de reuniões, onde possamos nos olhar nos olhos e falar sobre essas questões”, disse.
Interesse de Trump na Groenlândia
Como já noticiado pelo O Brasilianista, após o que foi considerado sucesso das ações dos EUA na Venezuela, que levaram à prisão de Nicolás Maduro, Donald Trump voltou suas ameaças para a Groenlândia. Apesar disso, esta não é a primeira vez que o presidente afirma o seu interesse em assumir o controle do território. Durante o seu primeiro mandado, o norte-americano já havia sugerido a aquisição da ilha.
Em uma das suas últimas declarações, Trump afirmou que, se fosse necessário, usaria as Forças Armadas, mas que a principal estratégia seria negociar a venda do território. As ameaças levantaram temores entre a população local e o governo do país, que afirmam insistentemente que a Groenlândia não está à venda.
A Groelândia pertence à Dinamarca, detalhe que complica ainda mais nas tratativas sobre uma eventual anexação aos Estados Unidos. De acordo com o Uol, o território tem caminhado em direção à independência desde 1979, meta estabelecida por todo o Parlamento do país.
Acordo com a Otan
As ações de Trump podem provocar novos impasses diplomáticos, já que a nação faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, ele participará de uma reunião com o secretário-geral da aliança militar ocidental, Mark Rutte, em Bruxelas, na próxima semana, para discutir a segurança do Ártico.
“Tem sido uma prioridade dinamarquesa, nos últimos anos, ter uma discussão dentro da Otan, mas não menos importante, também obter maior atenção da Otan em relação às questões relativas à presença da Otan no Ártico e em torno dele”, afirmou Poulsen.

