A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pretende enviar um representante a Washington nesta quinta-feira (15) para reuniões com autoridades de alto escalão dos Estados Unidos.
O emissário será Félix Plasencia, chefe da missão da embaixada venezuelana no Reino Unido. A viagem ocorre a pedido direto de Rodríguez e tem como objetivo reabrir canais políticos com Washington após a mudança de poder em Caracas.
Às vésperas da visita do diplomata, o governo interino venezuelano libertou pelo menos quatro cidadãos americanos que estavam presos no país.
O Departamento de Estado classificou a medida como um “passo importante na direção certa”. Foi a primeira libertação conhecida de americanos após a captura de Nicolás Maduro. As informações são da CNN.
Oposição em Washington
No mesmo dia, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado também visita a capital americana. A expectativa, é que ela se reúna com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A presença de Corina Machado em Washington acontece depois de Trump ter evitado apoiá-la publicamente como líder da transição venezuelana.
Após a operação militar de 3 de janeiro, o presidente americano afirmou que a opositora teria dificuldade para governar por não contar, segundo ele, com respaldo popular suficiente.
Cenário político
Como noticiado pelo O Brasilianista, em meio a esse cenário, Donald Trump publicou na rede Truth Social uma imagem em que aparece identificado como “presidente interino da Venezuela”.
A postagem repercutiu internacionalmente e gerou questionamentos sobre o papel assumido pelos Estados Unidos na crise venezuelana.
Trump afirmou recentemente que vê a Venezuela e o governo interino de Delcy Rodríguez como aliados “neste momento”. O presidente norte-americano também declarou que pretende evitar a influência de Rússia e China no país sul-americano, ambos contrários à prisão de Maduro.
Logo após assumir como presidente interina, Delcy Rodríguez firmou um acordo com os Estados Unidos para a venda de petróleo venezuelano. Apesar disso, até o momento, não houve um encontro direto entre Trump e a dirigente interina para discutir o futuro político do país.
Controle do Petróleo da Venezuela
Como já dito pelo O Brasilianista, um dos pontos centrais da estratégia americana após a captura de Nicolás Maduro é assumir o comando do setor petrolífero da Venezuela, que detém 300 bilhões de barris, superando até a Arábia Saudita.
Em entrevistas e publicações nas redes sociais, Trump ressaltou a intenção de que empresas norte-americanas tenham acesso e papel central na exploração e nas vendas de petróleo venezuelano.
Segundo o governo dos EUA, supervisionar parte das operações, seria uma forma de assegurar que parte da renda seja utilizada em benefício do povo venezuelano, e não apenas para interesses estatais ou de terceiros.
Captura de Maduro
Como também divulgado pelo O Brasilianista, no início de janeiro, Donald Trump anunciou que forças norte-americanas realizaram uma operação militar na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.
Ambos foram retirados do país por via aérea, segundo relato publicado pelo próprio presidente na Truth Social. Trump acusou Maduro de comandar uma rede internacional de narcotráfico.
O governo venezuelano, por sua vez, rejeita as acusações e sustenta que a ação americana teve como pano de fundo interesses estratégicos ligados às reservas de petróleo do país, consideradas as maiores do mundo.

