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Geopolítica

Lula é convidado por Trump para integrar o Conselho da Paz em Gaza

A iniciativa envolve líderes internacionais e faz parte de um plano americano voltado ao conflito no Oriente Médio

Lula é convidado por Trump para integrar o Conselho da Paz em Gaza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz, um novo organismo internacional voltado à situação na Faixa de Gaza. A proposta está inserida em uma estratégia mais ampla do governo americano para lidar com a guerra entre Israel e o Hamas.

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O convite foi confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, segundo a BBC, e chegou ao governo brasileiro por meio da Embaixada do Brasil em Washington. Até agora, não há informação oficial sobre a decisão de Lula em relação à participação no colegiado.

A movimentação ocorre em um momento de retomada do diálogo diplomático entre Brasil e Estados Unidos, após a retirada de parte das tarifas impostas anteriormente pelo governo Trump sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano.

Lista de líderes convidados

Além do presidente brasileiro, outros chefes de Estado e de governo também foram chamados para compor o Conselho da Paz. Entre eles estão o presidente da Argentina, Javier Milei; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi; e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

O desenho institucional do plano prevê diferentes instâncias. Haverá um Conselho Executivo fundador e um Conselho Executivo de Gaza, responsável por acompanhar as ações do Comitê Nacional para a Administração de Gaza, órgão que deverá conduzir a governança temporária do território e coordenar os esforços de reconstrução.

Papel de Trump e organização do conselho

Donald Trump deverá presidir o Conselho da Paz, que integra um plano de 20 pontos apresentado por ele com o objetivo de encerrar o conflito entre Israel e o Hamas. A expectativa da Casa Branca é que esse conselho tenha autoridade superior aos demais órgãos executivos previstos na proposta.

Até o momento, não foram anunciados nomes de mulheres nem representantes palestinos para o grupo. O governo americano informou que a composição ainda não está fechada e que novos integrantes deverão ser divulgados nas próximas semanas.

Contribuições financeiras e tempo de mandato

Segundo informações divulgadas por Bloomberg e Reuters, o plano estabelece uma exigência financeira para os países que desejarem permanecer no Conselho da Paz. A contribuição prevista é de US$ 1 bilhão, valor equivalente a aproximadamente R$ 5,37 bilhões.

Um documento do governo dos Estados Unidos, ao qual as agências tiveram acesso, define as regras de permanência dos membros. “Cada Estado-Membro cumprirá um mandato não superior a três anos a partir da entrada em vigor desta carta, podendo ser renovado pelo presidente [Trump]”, diz o texto.

O mesmo documento aponta uma exceção à regra geral. “O período de adesão de três anos não se aplica aos Estados-Membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em espécie para o Conselho da Paz durante o primeiro ano de entrada em vigor da carta”, acrescenta o material.

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