O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente o Conselho de Paz, grupo criado para tratar conflitos de internacionais principalmente na Faixa de Gaza. O anúncio aconteceu durante cerimônia do Fórum Econômico Mundial, nesta quinta-feira (22), realizada em Davos, na Suíça.
Durante o discurso, o presidente norte-americano defendeu a criação do seu Conselho de Paz a partir de ataques à Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta semana, ele também afirmou que a ONU não tem potencial, além de que não tem sido útil para os conflitos mundiais.
“Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, afirmou Trump nesta quinta.
Um dos planos do presidente é ter mais autonomia para deliberar em conflitos, postura que ele descreveu como a possibilidade de “fazer o que quiser”, segundo informações do G1.”Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, disse Trump em cerimônia do Fórum Econômico Mundial.
Países que aceitaram fazer parte do Conselho
Desde o início da semana, os Estados Unidos enviaram convites para 60 países do mundo com o objetivo de reunir apoio e articular uma força conjunta. Mais de 20 países já aceitaram participar do Conselho da Paz e a maioria estive na cerimônia para assinar a aliança.
Entre eles, participaram do lançamento oficial o presidente da Argentina, Javier Milei, o líder do Paraguai, Santiago Peña, o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbá. O momento contou ainda com a assinatura do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, e do presidente do Kosovo, Vjosa Osmani.
Segundo informações do G1, o Reino Unido, a China, a Croácia, a Alemanha, a Itália, a Rússia, Singapura e a Ucrânia chegaram a ser chamados para participação, mas ainda não responderam. O Brasil também está na lista de convidados, contudo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não confirmou a integração ao grupo.
O estatuto do conselho coloca Donald Trump como presidente vitalício do grupo, com amplos poderes. Os países que aceitarem fazer parte terão de pagar US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,37 bilhões, com permanência na aliança por no mínimo três anos.
Críticas ao Conselho
Em sua justificativa, Donald Trump afirmou que é preciso conquistar a paz mundial não apenas com planos, mas também com ações. Ao divulgar as suas futuras ações, ele disse que vai iniciar pelo território palestino “desmilitarizado e lindamente reconstruído”.
Na oportunidade, o conselheiro do presidente norte-americano, Jared Kushner, apresentou um plano que inclui a construção de arranha-céus e polos turísticos na Faixa de Gaza. Foi apresentado ainda um plano com 20 estratégias.
O tom de Trump tem assustado a comunidade internacional, que teme que essa nova articulação possa ser uma tentativa de esvaziar a entidade multilateral. Além disso, há a preocupação de que a iniciativa enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.
Países que aceitaram entrar para o Conselho da Paz
- Armênia
- Arábia Saudita
- Argentina
- Azerbaijão
- Bahrein
- Belarus
- Bulgária
- Catar
- Cazaquistão
- Egito
- Emirados Árabes Unidos
- Hungria
- Indonésia
- Israel
- Jordânia
- Kosovo
- Marrocos
- Mongólia
- Paquistão
- Paraguai
- Turquia
- Uzbequistão
- Vietnã

