De acordo com o portal G1, Estados Unidos e Dinamarca firmaram um tratado que autorizou a instalação de uma base americana na ilha durante a Guerra Fria. Esse pacto é o fundamento jurídico da presença militar norte-americana no território até hoje.
Século XX: tentativas antigas de compra
Como divulgado pelo O Brasilianista, Washington já apresentou propostas para adquirir a ilha em outros momentos da história.
No século passado, uma oferta de US$ 100 milhões foi recusada pelas autoridades locais. O precedente mais citado é a compra do Alasca da Rússia, em 1867.
Autorização para referendo de independência
Segundo o G1, a Dinamarca permitiu que a população local possa realizar, no futuro, um referendo para decidir sobre a independência.
Essa possibilidade passou a ser acompanhada com atenção por autoridades americanas, que avaliam o impacto de um eventual novo governo sobre o acordo militar de 1951.
Quarta-feira (21): início das conversas dentro da Otan
Aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) iniciaram discussões sobre a ampliação da presença militar na ilha.
Entre os temas estão o envio de mais tropas, a construção de novas bases e a hipótese de áreas específicas ficarem sob controle direto americano.
No mesmo dia, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, o presidente dos Estados Unidos afirmou que apenas seu país teria capacidade de garantir a segurança do território.
Proposta de revisão do acordo de 1951
Uma das ideias debatidas é a atualização do tratado firmado com a Dinamarca. O novo formato poderia autorizar estruturas militares adicionais e até a cessão de pequenas porções de terra onde os norte-americanos teriam controle pleno.
Esses espaços seriam considerados estratégicos para a instalação do sistema de defesa antimísseis chamado “Domo de Ouro”.
Outro ponto central envolve impedir que Rússia e China tenham acesso às reservas de terras raras existentes sob o gelo. A criação de uma nova missão da Otan voltada ao Ártico também entrou na pauta.
Quinta-feira (22): declaração sobre acesso “total e permanente”
O chefe da Casa Branca declarou que negocia um acesso “total e permanente” ao território. Os termos desse possível entendimento ainda não foram detalhados publicamente.
A Dinamarca reforçou que a soberania sobre o território não está em negociação. O primeiro-ministro local, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que a integridade territorial e o direito internacional representam limites nas tratativas.
Reunião de emergência da União Europeia
O presidente do Conselho Europeu indicou disposição para dialogar com Washington, enquanto a presidente da Comissão Europeia anunciou investimentos em segurança no Ártico e fortalecimento de parcerias com países da região.
Como informado pelo O Brasilianista, uma das hipóteses discutidas considera oferecer recursos financeiros aos cerca de 57 mil habitantes como forma de obter apoio político para uma eventual separação da Dinamarca.
O pesquisador Mikaa Blugeon-Mered, da Universidade do Quebec, explicou que a exploração mineral enfrenta dificuldades práticas, já que a maior parte da superfície permanece coberta por gelo e apenas duas minas operam atualmente.

